REMO DECADA DE 70

 



BOTAFOGO, GRANDE CAMPEÃO DE REMO EM 1972 ! 

Um belo presente de aniversário recebeu o Botafogo, ao sagrar-se Campeão de Remo da segunda regata oficial de 1972, oitenta e um anos após sua fundação como Grupo de Regatas Botafogo, em 1º de julho de 1891, oficializado mais tarde como Club de Regatas Botafogo, em 1º de julho de 1894, hoje, nosso grande Botafogo de Futebol e Regatas, após "a fusão com o Botafogo Foot-ball Club, velha aspiração de todos os botafoguenses, desde o início deste século.

Ressurge o Remo no Glorioso Botafogo, Grande Campeão! 

Domingo, 14 de maio de 1972, marcou o reencontro do Botafogo com a vitória, ao ganhar, após interrupção de mais de um lustro, brilhantemente, a segunda regata oficial do Campeonato Carioca, e firmar-se na liderança da Taça Eficiência, com 128 pontos, na liderança do Campeonato da Classe de Aspirantes (quatro vitórias contra uma), do Campeonato da Classe de Juvenis (três vitórias a três) e na Vice-Liderança do da de Estreantes, totalizando, até o momento, o belo quadro de 7 primeiros lugares, 6 segundos lugares e um terceiro. Essa significativa vitória, marco da gestão Althemar Dutra de Castilho, é fruto de um trabalho honesto e insano do dedicadíssimo diretor Henrique de Lucena, insigne neto do Barão de Lucena, do apoio constante de nosso Vice-Presidente de Remo, Benemérito Júlio Azevedo de Souza, e da equipe técnica, a começar pelos próprios remadores, comandados pelo competente e sério técnico Edgar Knirien (Pavão). Contou ainda com o denodado auxílio dos ex-atletas Antonio Gonçalves Ckless e Edgar Nobre Gomes, na preparação física, da assistência médica de José Roberto Galdi Faria, e ainda no tradicional empenho, não menos importante, desse grande mestre-artesão naval que é Manoel Balthazar Agonia do Couto, de seu auxiliar José Maria do Rosário, do Chico "Baiano", o mais antigo funcionário do clube, do sempre solicito e alegre "Michelin", e dos demais funcionários que seguem a trilha de seus companheiros mais antigos, nesta grande comunidade que é o Sacopã, o Departamento Náutico do Botafogo, embalado pelas águas da "formosa lagoa", no dizer do cronista seiscentista. 

É justo que se enalteça o feito, pois o mais antigo clube de regatas do Brasil vê novamente no alto do mastro, a tremular, campeã, a flâmula da estrela solitária, justamente nas vésperas de seu octogésimo primeiro aniversário, e no ano do Sesquicentenário de nossa Independência. 

E o que mais emociona é ver atletas limpos, de boa família, egressos de tradicionais estabelecimentos de ensino como o Sto. Antonio Maria Zacarias, o Sto. Inácio, o Rio de Janeiro, e de faculdades como a PUC, a UFRJ, a UEG, lutando contra condições adversas, a partir do próprio desconforto material do Sacopã, para triunfarem contra adversários já maduros. E emociona ver a comprovação da continuidade da família botafoguense, ao ver estreando e já como vice-campeão juvenil um Rêgo Macêdo (Antonio Carlos), filho de outra glória do remo alvinegro, Álvaro do Rêgo Macêdo, e neto de Álvaro do Rêgo Macêdo, ainda outra glória de nosso remo, sobrinho-neto de Francisco do Rêgo Macedo, campeão carioca na legendária Diva, no último ano do século passado, e trineto do grande educador Barão de Macaúbas. 

Sem o intuito de destacar nomes, não poderíamos, contudo, deixar passar em branco a performance de Jorge Ramirez Penayo e Edson de Figueiredo Menezes, que desde os estreantes mantêm-se fiéis ao Botafogo, lutando contra tudo e contra todos, e vencendo belissimamente dois páreos, passando à classe de Júniors, convocados pela CBD para os Jogos Luso-Brasileiros. 

Por isso tudo bem compreendemos a tensão de 9 horas da manhã, transformada na torrente de alegrias do meio-dia, em que víamos, emocionados, Lucena, Julinho, Cte. Queiroz, Dr. Queiroz do Patrimônio, irmanados a atletas e seus pais, técnicos e funcionários, numa singela mas bela mesa de doces. 

E foi quando se fez alto uma voz a recordar que a regata tinha sido excelente homenagem à Mãe Botafoguense no dia que era seu, e à Mãe dos Brasileiros, a Princesa Isabel, que data da véspera há oitenta e quatro anos redimira uma raça, cuja cor se harmonizava com seu oposto no nosso pavilhão, a demonstrar a irmandade leal de duas etnias pela causa do Brasil. 

Ficamos felizes, lembrando que os ensinamentos de Luiz Caldas, o grande fundador do Botafogo, continuavam, e, ao sairmos, deparamos com um grupo em preces de agradecimentos à Mãe das Mães, Àquela sob cujo manto protetor se abriga o Botafogo — nossa padroeira, Nossa Senhora da Conceição. 

O Patrono do Remo do Botafogo e a vitória de 1972 

89 anos — o mais antigo sócio vivo do Botafogo e do Brasil (nele ingressou a 5 de julho de 1899). Binóculo à mão acompanhando as regatas, Professor Emérito de Direito Judiciário Civil da U. Brasil e da PUC, das quais foi Diretor da Faculdade de Direito. Ainda ativo Diretor da Faculdade de Direito de Valença. Ilustre descendente do Marquês de Monte Alegre, do Barão da Passagem e do Visconde Silva (também Barão do Catete). 

Eis o retrato de nosso Grande Patrono de Remo, Dr. Luiz Antonio da Costa Carvalho, que assim se expressou sobre a vitória de maio de 1972: "Não pude assistir à regata, pois cheguei tarde de Valença. Os rádios não transmitiram — ninguém me informou do resultado. Só no dia seguinte quando fui comprar o jornal é que soube — e que emoção das emoções que fazem chorar em vez de rir. Era campeão mais uma vez o Botafogo, confirmando sua reputação de admirado por todos os seus adeptos e respeitado por todos, mesmo os adversários. Desde garoto sou Botafogo, e nestes meus noventa anos tenho participação imediata em sua vida — o que lhe acontece de mal a mim acontece, o de bem é bem para mim. Por isso quero lembrar aos moços que hoje remam no nosso Clube, que se lembrem que a Estrela assim como guiou os Reis Magos, os guiará às vitórias — devem olhar para o alto para vê-la bem, e seguir resolutamente o caminho à frente que ela ilumina. Quero que vocês tenham de nós sempre o penhor do amor pelo Botafogo, pois a tradição não impede o progresso, pelo contrário, o proporciona, como já vemos na língua de Ovídio "... et cursores vitae lampadas tradunt". Viva a Estrela Solitária!" 

A euforia dos dirigentes 

Quem acompanha o trabalho diário de Lucena, que não se restringe à direção, e vê sua preocupação com o Sacopã, bem entende seu sentimento: "Para mim a maior alegria foi os rapazes terem-me dito — essa regata é sua Lucena — não, não é minha, é deles, é do Botafogo". E as ponderações de Lucena são bem fundadas: "ajudem mais o Sacopã, dêem mais conforto material, pois afinal o Botafogo é quase centenário, e nasceu no remo sendo o clube mais antigo. E está vencendo com uma juventude sem vícios, tal qual a do tempo de Caldas. Que a turma do Regatas venha aqui rememorar e trazer-nos apoio para o Botafogo. É tudo que pedimos pela Estrela de nosso coração. Já em outro canto, muito emocionado e revivendo emoções antigas, nosso Vice-Presidente Júlio Azevedo Souza exclamou: "É o Botafogo que ressurge no remo, com uma mocidade sem vícios e muito amor ao clube. Estou recompensado."

Panorama da regata 

Botafogo, campeão de outriggers a dois sem timoneiro — Aspirante, com Jorge Ramirez Penayo e Edson Figueiredo Menezes: tempo de 7'25", sin-le-skiff — aspirantes com Paulo Roberto Diebold, com 7'46"; de outriggers a 2 com timoneiro, juvenil, com 3'58" (12 remadas na frente) com Frederico Cesar Nunes de Faria (timoneiro) e Maurício de Assis Castro, Guilherme de Oliveira Campos; de outriggers a 4 sem timoneiro — aspirantes: 6'58", com Celso Augusto dos Santos, Luiz Cláudio Martins de Brito, Jorge Ramirez Penayo e Edson Figueiredo de Menezes. Vice-Campeão de outriggers a 4 com timonei-o juvenil — castelo de proa (o Botafogo sentiu-se prejudicado na partida, largando um barco atrás!), com 3'14", com Adão da Silva (timoneiro), Antonio Carlos Rebouças Lins, Carlos Manoel Castro Mattos, André Martins da Costa Codo, Paulo Cesar Lodi Ferreira de Mello; de Double-Skiff Ju-venil — 6'49" — com Antonio Carlos do Rêgo Macedo e James Darci Barros Júnior; e de outriggers a 8 — juvenil — 3'41" — com Bráulio Nazaré (timoneiro), Arthur Cesar Bastos Netto, Alexandre Guimarães Fernandes, Frederico de Carvalho Araújo, Francisco José Barros de Figueiredo, Eduardo Ferreira Rebbuzzi, Luiz Jorge de Almeida, Paulo Roberto Neiva e Jesus Duarte Barbosa. 

Brilhante também  na primeira regata de abri! 

Na regata de abril, que só não venceu devido à má sorte de ser abalroado, o que favoreceu o adversário, o Botafogo teve atuação destacada, saindo campeão de: Single-Skiff Juvenis — 4'11" — Guilherme de Oliveira Campos; 4 sem Juvenis — 3'20" — Antonio Carlos Rebouças Lins, Carlos Manoel Castro Mattos, André Martins da Costa Codo, Paulo Cesar Lodi Ferreira de Mello; e do 8 com de aspirantes — 6'30", com Bráulio Nazaré (timoneiro), Celso Augusto dos Santos, Edson Figueiredo Menezes, Vitor Pinheiro Machado Pereira Franco, Roberto Castelo Branco Bion, Luiz Claudio Martins de Brito, Paulo Roberto Diebold, Roberto Augusto Batista, Afonso Henrique Pereira Pinheiro. Vice-Campeão de 4 com de estreante com Adão da Silva (timoneiro) e Walter Walsh Monteiro, Roberto Lanari Júnior, Alfredo Ducasple Gomes, Luiz Fernando Lodi Ferreira de Mello; do 2 sem de aspirante — 8'46" — com Jorge Ramirez Penayo e Edson Figueiredo de Menezes (este o barco abalroado). E em terceiro lugar: 2 com de estreantes: Lúcio Rodrigues Teixeira (timoneiro), Leonardo Walsh Goldwag, Jaime Schor. Aos nossos campeões, os mais calorosos parabéns, que se estendem à Diretoria, à Parte Técnica e à Funcional, além de um agradecimento ao grande estímulo do Comandante Euzébio de Queiroz, premiando atletas, e do Vice-Presidente de Patrimônio, Dr. José de Queiroz Andrade, que prestigiaram a regata. 

Aos pais de nossos campeões, uma mensagem de carinho e agradecimento por confiarem seus filhos ao Botafogo, certos de que a Estrela Solitária os guiará a porto seguro, nos lauréis da vitória, educando-os para a vida, e batalhas, com músculos como esses que venceram a Batalha de Salamina, no dizer de nosso grande sócio e príncipe dos Poetas, Olavo Bilac, ardoroso botafoguense. 

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini

Fonte: Revista Oficial do BFR nº 1 de maio a junho de 1972

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BOTAFOGO SENSACIONAL: 1º CAMPEÃO DE REMO JUVENIL DA GUANABARA E NO BRASIL 

De emoção em emoção vive a Secção de Remo do Botafogo, colhendo os justos louros de um trabalho honesto, silencioso, persistente, contra toda a sorte de adversidades. 

Em plena comemoração de mais um ano de vida do Patriarca dos Clubes da Guanabara (e do Brasil), ainda saboreando as vitórias da regata de 14 de maio, uma glória a mais incorpora-se ao vasto relicário do Botafogo, Glorioso pela própria natureza. 


Campeões cariocas - Dois sem patrão - Remadores: Francisco José Barros de Figueiredo e Eduardo Ferreira Rebuzzi

A confirmar nossas palavras em Botafogo nº 1, a juventude limpa do Botafogo deu mais uma prova de amor ao Clube, a um Clube grandioso, que lhes ensina a serem homens de bem, adestrando-se assim para as lides futuras pela Pátria.

Assim é que a 23 de julho p. p., na quinta regata oficial do Campeonato Carioca de Remo, destinada especificamente a Juvenis, classe nova, criada este ano, para jovens até 17 anos, o Botafogo levantou três primeiros lugares e três segundos em seis páreos disputados.

Equipe Juvenil

Acrescentados esses resultados aos anteriores 5 primeiros e 3 segundos lugares, também de Juvenis, o Botafogo somou o total de 8 primeiros lugares e 6 segundos em 14 páreos disputados.

Não havendo mais disputas na Classe Juvenil, com esses resultados alcançados, tornou-se assim o Botafogo Campeão Carioca Juvenil de Remo. 

TÍTULO ORIGINAL E INÉDITO 

Realce maior adquire o feito alvinegro, ao levarmos em conta que o Campeonato de Juvenis é o primeiro que se realiza na Guanabara. Também em todo o território nacional é a primeira vez que é disputado em termos oficiais.

 Além da originalidade da classe, é pois inédito o título do Botafogo, sagrando-se 1º Campeão Carioca (e no Brasil) de Juvenis de Remo. 

DIVERSOS TÍTULOS JUVENIS DE REMO 

A par do título geral de Campeão Juvenil de Remo da Guanabara — 1972, o Botafogo conquistou ainda três títulos referentes a guarnições (para efeito de campeonatos por guarnições só são computadas as vitórias na regata relativa à classe, no caso a V —caso contrário, teríamos mais cinco guarnições campeãs). 

São as seguintes as guarnições campeãs cariocas juvenis pelo Botafogo F.R.: 

1 — 2 sem de Juvenis: Francisco José Barros de Figueiredo e Eduardo Ferreira Rebuzzi. 

2 — 2 com de Juvenis: Timoneiro: Adão da Silva — remadores: Mauricio de Assis Castro e Guilherme de Oliveira Campos. 

3 — 4 sem de Juvenis: Antonio Carlos Rebouças Lins, Paulo Cesar Lodi Ferreira de Mello, Carlos Manoel Castro de Mattos e André Martins da Costa Codo. 

Em resumo, o Botafogo de Futebol e Regatas tem quatro títulos de campeão de remo em 1972, somente na Classe de Juvenis. 

PANORAMA DA V REGATA 

1º páreo: 4 com — Juvenis --1.000  m. 2º lugar — tempo: 4'01". Timoneiro: Adão da Silva. Remadores: Frederico de Carvalho Araujo, Ívano de Meneses Reis, Elpídio de Meneses Andrade e Alexandre Guimarães Fernandes. 

2º páreo: 2 sem — Juvenis —1.000 m. 1º LUGAR — tempo: 4'21". Campeões (1º) Cariocas de 2 sem — Juvenis. Remadores: Francisco José Barros de Figueiredo e Eduardo Ferreira Rebuzzi. 

Campeões Cariocas — Dois Com Patrão. Timoneiro: Adão da Silva. Remadores: Maurício de Assis Castro e Guilherme de Oliveira Campos. 

4º páreo: 2 com — Juvenis —1.000  m. 1º LUGAR — tempo: 4'02" — Campeões (1º) Cariocas de 2 com — Juvenil. Timoneiro: Adão da Silva. Remadores: Mauricio de Assis Castro e Guilherme de Oliveira Campos. 

5º páreo — 4 sem — Juvenis —1.000 m. 1º LUGAR — tempo: 4'11" —Campeões (1º) Cariocas de 4 sem — Juvenis. Remadores: Antonio Carlos Rebouças Lins, Paulo Cesar Lodi Ferreira Mello, Carlos Manoel Castro de Matos e André Martins da Costa Codo.

6º páreo: Double — Juvenis —1.000 m. 2º lugar — tempo: 4'20". Remadores: Antonio Carlos do Rêgo Macedo e James Darcy Barros Jr. 

7º páreo: Oito — Juvenis ---1.000  m. 2º lugar — tempo: 3'36". Timoneiro: Braulio de Nazaré. Remadores: Roberto Huet de Salvo Souza, Manoel Pereira Marques, Orlando Meirelles Palma Filho, Pedro Passos Filho, Manoel Alexandre de Lima, Paulo Roberto Neiva, Carlos Anselmo Kalil Patrício e Reynaldo Walsh Monteiro. 

CAMPEÕES DE FATO E DE DIREITO 

Inconformado com a insofismável vitória do Glorioso, foi tentada por um adversário uma interpretação caolha, pela qual seria o campeão juvenil quem o fosse na regata específica, ignorando assim o que previa o regulamento por ele também aprovado, no sentido de serem computados todos os primeiros lugares obtidos nas diversas regatas, desde que, claro, na classe -- no caso a Juvenil. 

Assim é que a ratificação da vitória só veio no dia seguinte, na Federação, em cujas mãos o Botafogo, pela pessoa de seu Presidente Althemar Dutra de Castilho, colocou a resolução do caso, com toda a altivez do Botafogo, coberto de razão, e fazendo valer sua força moral, ele Glorioso, razão de ser do Remo da Guanabara e da presente Federação. 

A FESTA EM FAMÍLIA 

O incidente acima relatado não impediu a vibrante festa familiar, logo após a regata, no caramanchão do Sacopã. Pais e filhos, diretores, atletas, funcionários irmanados, ao redor de farta mesa de doces e bebidas finas, não faltando os tradicionais refrigerantes, e os "é hora, é hora, o time é mesmo da vitória, Botafogo!", ao brinde de champagne, e da premiação com belíssimas medalhas. Realmente, nestes 150 anos de Brasil e quase 90 de Botafogo, mais um lindo presente de aniversário, que não será o último por certo. 

MENÇÕES 

Nunca é demais ressaltar a infraestrutura que possibilitou esta vitória, a começar pela direção de Henrique Lucena, que acumulava a Vice-Presidência, já que Júlio Azevedo Souza se encontrava na Europa, vibrando também com a conquista de nossos rapazes valorosos, do excelente e dedicado técnico, que já vem se impondo na canoagem nacional, e os frutos aí estão — parabéns Eduardo Knirien, nosso conhecido Pavão; da parte de artesanato naval com o veterano, renomado e sempre botafoguense Balthazar, secundado por José Maria e Mário; e ainda dos zelosos funcionários Irineu, Alcides, Antonio, Freitas, Francisco, Waldir e o nunca esquecido e sempre atuante Michelin. No atend-mento médico, muito é devido ao Dr. José Roberto Galdi Faria, que anexou aos seus conhecimentos grande dedicação. Na preparação física, nossos ex-atletas Antonio Ckless e Edgard Gomes formaram uma dupla ímpar, esteio da rapaziada, que contou ainda com o auxílio na formação técnica da parte dos timoneiros Adão, Aldemir, Braulio, Lucio e Pelamir. 

Aos nossos denodados atletas, cujos nomes abaixo transcrevemos e seus pais, o muito obrigado, e a todos, do Botafogo de Futebol e Regatas, cuja Estrêla Solitária continuará a lhes iluminar o caminho. 

QUADRO DE HONRA 

A relação completa dos atletas, por ordem alfabética, posições conquistadas nas diversas regatas, assim como o quadro final da Classe de Juvenil, compõem nosso quadro de honra, apresentado aqui para satisfação de todos os botafoguenses. 

Alexandre Guimarães Fernandes — 2 segundos lugares — 8 e 4, com; Antonio Carlos Rebouças Lins — 3 vitórias e 1 segundo lugar — 4, sem (3) e 4, com; André Martins da Costa Codo — idem; Antonio Carlos do Rêgo Macedo —1 vitória e 2 segundos lugares —4 com e Double (2º); Arthur Cezar Bastos Neto — um 2º lugar — 8; Carlos Anselmo Kalil Patricio —idem — 8; Carlos Manoel Castro de Mattos — 3 vitórias e 1 segundo lugar — 4 sem (3) e 4 com; Eduardo Ferreira Rebuzzi — 1 vitória e 1 segundo lugar — 2 sem (1º) e 8 (2º); Elpídio de Menezes Andrade — 1 segundo lugar — 4 Francisco José Barros de Figue-redo — 1 vitória e 1 segundo lugar — 2 sem (1º) e 8 (2º); Frederico de Carvalho Araujo — 2 segundos lugares — 4 com e 8; Guilherme de Oliveira Campos — 4 vitórias — Skiff, 2 sem e 2 com (2); Ivano de Menezes Reis — 1 segundo — 4 com; James Darci de Barros Jr. — 2 segundos — Double; Jesus Duarte Barbosa — 1 segundo — 8; José Fernando de Almeida; Luiz Antonio Bartoni Tavares; Luiz Jorge de Almeida — 1 segundo — 8; Manoel Alexandre de Lima — 1 segundo — 8; Manoel Pereira Marques — 1 segundo —8; Maurício de Assis Castro — 3 vitórias — 2 sem e 2 com (2); Orlando Meirelles Palma Fº — 1 segundo — 8; Pedro Passos Fº —1 segundo — 8; Paulo Cesar Lodi Ferreira Mello — 2 vitórias e 1 segundo — 4 sem (2) e 4 com; Paulo Roberto Neiva — 2 segundos — 8; Reynaldo Nalsh Monteiro — 1 segundo — 8; Roberto Huet de Salvo Souza — 1 segundo — 8.

Eis os resultados nas 5 regatas: (somente os páreos de Juvenis destas regatas). 

1ª Regata: 1º lugar no Skiff e no 4 sem. 

2ª Regata: 1º lugar no 2 com e 2º lugar no 4 com, Double e Oito.

 4ª Regata: 1º lugar no 2 sem e 4 sem. 

5ª Regata: 1º lugar no 2 sem, 2 com e 4 com e 2º lugar no 4 com, Double e no Oito. 

DOCUMENTAÇÃO 

BOTAFOGO tem o prazer de registrar, e de agradecer a colaboração prestada pelo jovem e impetuoso botafoguense Luiz Eduardo Pereira de Lucena, nosso ex-atleta do remo, vencedor na iole a 4 de Estreante (foi até a Classe de Aspirantes), e que, confirmando ser o Botafogo o clube da Tradição familiar, herdou de seu pai, nosso brilhante diretor de Remo, Henrique Lucena, o amor pelas cores alvinegras. 

Fica aqui registrado também o excelente serviço de comunicação por transistores entre o Sacopã e diversos pontos da Lagoa, e que frustrou a tentativa de invalidação do título do Botafogo. 

RESENHA DO REMO BOTAFOGUENSE EM 1972 

Até o momento, o Remo do Botafogo conquistou 5 títulos, além de ter vencido uma regata (a II), ficando em segundo lugar em quatro. 

É o Botafogo Campeão de Skiff na Categoria de Estreantes; de 2 sem, 2 com e 4 sem de Juvenis; Campeão (Geral) — o 1º Carioca Juvenil de GB e no Brasil. Foi Vice-Campeão (3 vezes) de Estreantes; 3 vezes de Juvenis; Vice-Cam-peão-Geral de Estreantes. Um magnífico ranking sem dúvida alguma, o que muito nos alegra e recompensa com juros o trabalho que o Sacopã proporciona. 

TAMBÉM CAMPEÃO DE ASPIRANTES 

Ao fecharmos a edição de "BO-TAFOGO", recebemos a notícia de outra formidável conquista do Remo Botafoguense: Campeão-Geral de Aspirantes, com outros 3 títulos de guarnições. Detalhes dessa vitória (a primeira dessa classe na história do Glorioso, completando assim a última lacuna a ser preenchida — somos campeões, agora, dos Juvenis aos Seniors — único clube a ter a escala completa...) serão apresentados no nosso próximo número. Desde já, contudo, a nossa alegria, entusiasmo e congratulações

Acervo particular Alceu Oliveira Castro Jungsted

Fonte: Revista Oficial do BFR nº 2 de julho, agosto e setembro de 1972

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 GUARNIÇÃO CAMPEÃ CARIOCA
 CONSTRUÇÃO DA NOVA SEDE NO SACOPAN

Mais uma brilhante vitória conseguiu a nossa seção de Remo, no domingo, 1o de agosto. Com uma guarnição composta de atletas oriundos da Escolinha, conquistamos o Campeonato Carioca de Júnior, na prova de QUATRO COM PATRÃO.
Sobre a conquista, ouvimos o treinador campeão, Arnaldo Brant Correa, que assim se expressou:
-  Quero aqui ressaltar o esforço desses valorosos remadores, que se dedicaram a fundo, inclusive treinando a noite, quando assim era necessário. Considero a persistência e a união como os fatores fundamentais para chegarmos ao nosso objetivo.
Arnaldo diz que, na primeira regata, o resultado não foi muito bom, tendo em vista o retorno das férias.
- Na segunda, foi formado um Quatro sem timoneiro, que, apesar de ser bastante pesado, já, apresentou bons resultados. Nesta regata, o barco do Vasco da Grama abalroou por três vezes a nossa guarnição, mas o juiz, apesar de haver desclassificado o infrator, não paralisou a prova.
Mas, na terceira regata, ficamos em 2º lugar, com pouca diferença do Flamengo.
O treinador conta que, na quarta regata, em que é dado o titulo ao Clube e ao atleta por tipo de barco, surgiu a idéia de colocar a equipe no barco QUATRO COM TIMONEIRO.
- Para nos foi mais vantajoso, porque o barco era bastante leve, um barco de fabricação estrangeira (italiano) e devido a isto conseguimos chegar ao tempo esperado, de 5 minutos e 19 segundos.
Eis a equipe campeã.
Timoneiro: Ricardo de Toledo. Remadores, Cláudio Cavalcante de Carvalho, Vinicius D'Antonio, Carlos José de Campos Matos e Carlos Eduardo Câmara L. Pinto.
Desta equipe, segundo Arnaldo, apenas Cláudio Cavalcante de Carvalho não poderá disputar por esta categoria em 1977, devido ao fato de haver completado o limite de idade, passando a disputar na categoria de Aspirantes.

A PALAVRA DOS CAMPEÕES

Fomos, então, ouvir a opinião dos jovens campeões. Primeiramente, o timoneiro Ricardo de Toledo, o “General”, que tem apenas 13 (treze) anos de idade, mas já. tem personalidade e estuda na 7a série do Instituto Souza Leão.
- A turma, disse ele, é legal; eles não falam muito durante a prova, pois eu sempre digo que, no barco, só quem comanda é o timoneiro. E sou sempre respeitado.
Para concluir:
- O que eu quero mesmo é ser remador.
Já o Vinicius D'Antonio, que e o voga da guarnição (aquele que da o ritmo), carioca, 10 anos e aluno da Escola Técnica Federal e Carlos Eduardo Câmara L. Pinto, falaram:
- Tínhamos fé na vitória, mas a certeza só veio depois dos 1.000 metros. Cláudio Cavalcante de Carvalho, o sota-voga da guarnição (o que da imediato apoio ao voga), carioca, de 17 anos, cursando o 2o  ano cientifico e Carlos José de Campos Matos, também de 17 anos e aluno da Escola Técnica Federal, opinaram igualmente:
- Achamos Arnaldo um excelente técnico, que muito apoio nos tem dado. Para nós, treinar de manhã não é problema, tendo a grande vantagem da maior pureza do ar. Agradecemos o total apoio que nos foi dado pela Diretoria do BOTAFOGO e aconselhamos a todos queiram ser campeões como nos, a ingressar na Escolinha de Remo do BOTAFOGO.
O mérito da vitória também deve ser outorgado a estes colaboradores:
Baltazar (mestre-armador) ; Antonio (preparador físico); Gauchinho (assistente técnico); Irineu, Gil, Toninho e Nivaldo.
A todos, as congratulações do BOTAFOGO, cuja Diretoria promete, para breve, o início das obras de sua sede no Sacopã, com belíssimas instalações para seus remadores e alunos.

CONSTRUÇÃO DA NOVA SEDE

A construção da nova sede será o reerguímento do nosso Remo, sem a qual não podemos competir em igualdade de condições com os nossos valorosos co-irmãos, que desde ha muito tempo possuem suas sedes náuticas em perfeitas condições de funcionamento.
A segunda etapa será a reformulação da nossa flotilha de barcos, atualmente, em estado muito deficiente.
Esperamos que, com a construção da nova carpintaria e com a ajuda que pleitearemos dos Órgãos Governamentais (CND e OBD), possamos solucionar todos os problemas no setor de remo. 
É bom que se repita que o belo projeto de construção da sede do Sacopan é de autoria do Engenheiro e abnegado botafoguense Dr. Nelson Ramos, inteiramente de graça, e que prevê: nova garagem, dormitório, vestiário, refeitório, banheiros, carpintaria, etc.
Parabéns, também, ao Vice-Presidente de Remo, Henrique José Pereira de Lucena, que muito tem trabalhado nesse setor do clube, enfrentando todas as dificuldades ora existentes.



Baltazar - Mestre armador 

E, ainda, agora, na quinta regata do Campeonato Carioca de Remo, o BOTAFOGO ganhou a prova SINGLE-SKIFF - Aspirantes A, com o magnífico atleta Paulo César Dworakowshi, 2.000 metros, em sete minutos e vinte segundos.
O barco "Regulus". que estreava nessa regata, foi recentemente batizado pela Sra. Eugenia Borer, sua madrinha.

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 223 de setembro de 1976
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RECONQUISTA DO SACOPÃ! 
TERMO DE CESSÃO ASSINADO COM O ESTADO 

Reconquistado pela atual Diretoria do BOTAFOGO o imóvel do Sacopã, terá inicio, agora, a construção da nova sede do Remo, à Avenida Epitácio Pessoa, na Lagoa, Com belíssimas instalações. Esse antigo imóvel do Clube estava inteiramente abandonado e praticamente perdido, quase sem nenhuma possibilidade de recuperação, quando a atual administração soube da sua real situação, isto é, ele já estava fora do PA (Plano de Alinhamento) da Lagoa. Partiu-se, então, da estaca zero, na luta para sua nova posse. E nunca houve para isso, a menor preocupação de se fazer qualquer campanha pessoal, cujo trabalho, junto às autoridades, desde janeiro deste ano, se processou sem alardes, no anonimato. Felizmente, tudo deu certo, e o BOTAFOGO voltou a ter a posse daquele importante imóvel, de propriedade do Estado, e, agora, sem qualquer espécie de pagamento. Assim é que, no dia 18 de outubro último, no Departamento do Patrimônio Imobiliário do Estado, foi, finalmente, assinado o TERMO DE CESSÃO do Sacopã, pelo Diretor-Geral do mencionado Departamento, dr. Almir de Moraes e pelo Presidente do BOTAFOGO, sr. Charles Borer, e ainda com a presença dos Vice-Presidentes Henrique José Pereira de Lucena, do Remo; José Ayrton Lopes, de Comunicação Social; e Helio Augusto de Andrade, de Administração; Braz Francisco Winkler Pepe, 1º Secretário do Conselho Deliberativo do BOTAFOGO; do dr. Fernando Magalhães, Assessor Jurídico e do dr. Luiz Guilherme Rebello Horta, Assistente Jurídico do Departamento do Patrimônio Imobiliário do Estado. 

Após a assinatura do documento, em ambiente da maior cordialidade, os representantes do BFR permaneceram, por muito tempo, no gabinete do Diretor Geral, trocando idéias sobre vários assuntos, recebendo todos os esclarecimentos, com a melhor boa vontade, por porte daquelas autoridades, que se inteiraram dos nossos problemas naquele setor do Estado. O BOTAFOGO ficará sempre grato pelo tratamento todo especial ali ocorrido. São homens que estão à altura dos cargos que ocupam. Daqui, apresentamos, mais uma vez, os nossos agradecimentos aos drs. Almir Leversveiler de Moraes e Fernando Magalhães, pela atenção a nós dispensada. Apenas não houve, nesse histórico encontro, "maior entendimento" quanto às preferências de clube, eis que o primeiro daqueles senhores é América e o segundo é Flamengo, muito embora, como sempre acontece, o terceiro, era BOTAFOGO. Assim, empatou tudo. Mas isso, é lógico, não perturbou em nada, a cordialidade existente. Saímos dali encantados com esses ilustres servidores ao Estado. 

DETALHES DO TERMO DE CESSÃO 
Pelo TERMO DE CESSÃO, o imóvel, à Avenida Epitácio Pessoa nº 1.561, compreende o terreno situado às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, lado ímpar daquela Avenida, com as seguintes características: FRENTE, segundo alinhamento definido pela PA 9548, marco inicial em frente à divisa final do imóvel da Avenida Epitácio Pessoa nº 3.714, marco final em frente à divisa entre os nºs. 4.020 e 4.050, da mesma Avenida, extensão de 280,00m pelo alinhamento citado em três segmentos sucessivos, sendo 150m em linha reta, 70m em curva de raio de 70m, e mais 60m em linha reta, laterais direita e esquerda de 13,00m confrontando com a Lagoa, e aos fundos, linha mista de 293m, na Lagoa, em três segmentos, com 150m em linha reta, 83m em curva com raio de 83m e 60m em linha reta. Como se verifica ainda, triplicou a área, até então ocupada. O imóvel objeto da presente cessão se destina exclusivamente para fins desportivos e o seu uso vigorará pelo prazo de 10 (dez) anos, a partir da data da assinatura do seu termo. O BFR obriga-se a bem conservar o imóvel, bem como as benfeitorias nele existentes, trazendo-o permanentemente limpo e em bom estada, às suas expensas, incumbindo-se, também, da sua guarda, assim como proceder a reparos ou consertos que se fizerem úteis ou necessários. As benfeitorias realizadas e as construções feitas no imóvel se integrarão no mesmo, não ensejando, ao fim do prazo da cessão, qualquer indenização. A propósito, no entanto, informamos que está em andamento o projeto de lei que dispõe sobre os bens imobiliários do Estado, no qual, a exemplo da lei federal sobre o assunto, aparece uma nova figura de concessão, que é o aforamento remodelado, oponível a terceiros. Terá preferência quem já tiver cessão, e, no caso, o BOTAFOGO tomará diretrizes a respeito. Assim, aquela área ficará definitivamente para o Clube. O BOTAFOGO se obriga a pagar quaisquer despesas, tarifas, tributos emolumentos, ou contribuições federais, estaduais ou municipais, que decorram ou venham a decorrer do TERMO ou da utilização do imóvel, bem como da atividade para a qual a cessão lhe foi outorgada, inclusive encargos previdenciários e securitários, cabendo-lhe providenciar, especialmente, os alvarás e seguros obrigatórios legalmente exigidos . O BOTAFOGO se obriga ainda, por si e seus sucessores: a) — a não ceder, transferir, arrendar ou emprestar a terceiros, no todo ou em parte, inclusive a seus eventuais sucessores, o imóvel, que constitui objeto da cessão de uso, e os direitos e obrigações decorrentes, salvo expressa e prévia autorização do Governador do Estado e termo aditivo; b) — a desocupar o imóvel nos casos de extinção de pleno direito da referida cessão. Resolvido assim, esse importante assunto, o referida TERMO já foi inclusive, publicado, em extrato, no "Diário Oficial", Parte I, de 25 de outubro de 1976, fls. 14. 

UMA PROVA DE TRABALHO 
Corno antecipamos, no número anterior desta Revista, o projeto de construção, já aprovado, é dotado de especificação técnico-esportivas e sociais das mais completas e modernas. O local bem merece, pois é, sem dúvida, um dos recantos mais bonitos do Rio de Janeiro. A firma construtora também já foi escolhida ou seja a "S. Foster Vidal", pelo preço de 3 (três) milhões e meio de cruzeiros. O Departamento do Patrimônio Imobiliário do Estado, inclusive, já concedeu a prévia e expressa autorização para as obras do Sacopã, de que tratam as respectivas plantas, de acordo com a obtenção da competente licença, do Departa-ento Geral de Edificações, da Municipalidade local. Assim, muito em breve, o BFR terá uma belíssima sede náutica, às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, quando, então, poderá competir, em igualdade de condições, com os nossos valorosos co-irmãos. Esta agradável notícia é mais uma prova do trabalho da atual Diretoria do BOTAFOGO, que vai, assim, readquirindo e melhorando o seu valor patrimonial, para alegria daqueles que acreditavam e acreditam no soerguimento do Clube. Apenas não pode ser a prazo muito curto, a situação era muito difícil. É uma questão de paciência e nada mais. Aguardem, agora, em prosseguimento, a nova sede social, cujos estudos já estão concluídos e aprovados pelo Conselho Diretor e serão apreciados na próxima reunião do Conselho Deliberativo. E o futebol terá, também, a sua vez. Chegaremos lá. Vontade de ganhar todos nós temos, somos também torcedores e, como dirigentes, sofremos muito mais. 

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 225 de novembro de 1976
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BALTAZAR É O ONASSIS DO BFR 
O elogio deve ser arma de aplicação mais freqüente pois, a certeza de que a "boa execução" foi devidaente apreciada, é um fator importante em qualquer setor de trabalho. O elogio nunca provoca ama diminuição de esforços, muito pelo contrário, o subordinado, à medida que vê o seu trabalho apreciado, sente-se cada vez mais identificado com o grupo e integrado nos seus propósitos. 
Evidente que o chefe, para propiciar o elogio, o reconhecimento, deve certificar-se de que o mesmo é merecido, a fim de que não aparente uma simples benemerência. E, enquanto a repreensão deve ser feita em particular, o elogio, sempre que possível, deve tornar-se conhecido de todo o grupo. 
Pensando, assim, é que a REVISTA DO BFR instituiu essa série de reportagens em torno dos funcionários do clube, divulgando o trabalho de cada um, em sinal de agradecimento, pelo muito que já fizeram, de bons serviços, ao longo de muitos anos. E aqui, no BOTAFOGO, temos uma porção deles nessa situação. A nossa reportagem movimenta-se, assim, como um traço de união entre o nosso funcionário e as tarefas que executa. Observa a "importância" de sua missão no conjunto das atividades do grupo. 
Os modos de "servir" são inúmeros e variadíssimos: não há circunstância da vida em que não existam, e nesse terreno ninguém pode julgar-se "frustrado". O caso, no entanto, é que nem todos o reconhecem... ou melhor: desconhecem, quase sempre, o autêntico valor do serviço que prestam com suas tarefas importantes ou humildes, úteis a alguém ou à coletividade. Tudo o que fazemos na vida — os mais modestos trabalhos têm um cunho de grandeza muito superior à sua aparente insignificância. Pensando, assim, é que a REVISTA DO BFR teve essa feliz iniciativa. Mais uma vez vamos dedicar essa nossa reportagem a um grande e eficiente servidor, da qual também se faz merecedor. Trata-se de Manuel Agonia Baltazar do Couto, do Setor do Remo. 

PORTUGUÊS DE NASCIMENTO E REMADOR 
Manuel Agonia Baltazar do Couto nasceu em Póvoa de Varzin, Portugal, terra de Eça de Queiroz e do Primeiro Governador Geral do Brasil, Tomé de Souza. Com a profissão de carpinteiro, ele chegou ao nosso País com 18 anos de idade e, quatro anos depois, em 1944, começou a trabalhar nos estaleiros que funcionavam no BFR — já na construção naval — na antiga sede do Mourisco, logo depois da fusão dos dois clubes.
Atendendo ao seu físico atlético, Baltazar foi, também, convidado para remar pelo clube pelo antigo diretor e técnico, Dr. Ary Guimarães, Procurador do Estado, falecido este ano. Nunca tinha entrado num barco de competição. Estreou em 21 de abril de 1946 numa iole a dois, na praia de Santa Luzia, no primeiro páreo, em regata patrocinada pelo Boqueirão do Passeio, tirando o 1º lugar na "Prova Clássica Major Ariovisto de Almeida Rego", em 1.000 metros, com o tempo de 5'20”, com o barco "Vega". O companheiro da guarnição era outro português, de nome Manuel Joaquim Gonçalves, mais conhecido como "Zé do Telhado". Nesse mesmo dia, Baltazar correu em outra prova, chegando em segundo lugar. 
A prática do remo não atrapalhava o seu trabalho nos estaleiros. Nunca houve qualquer problema. Ainda não tinha a carteira de empregado assinada pelo clube. Diversas outras provas, na sua carreira de remador, ele venceu brilhantemente, inclusive algumas provas clássicas, como "Luiz Aranha", numa iole a oito, "Scorpion", da, regata pré-campeonato, sob o patrocínio do Flamengo, na Lagoa, em 12 de outubro de 1947, em 2.000 metros, com o tempo de 6'44", cuja guarnição foi a seguinte: Mares, patrão; Gustavo Alves da Costa, Hans Adolf, Clober Malinverno, Ercio Perocco, Manuel Agonia Baltazar do Couto, Paulo de Tarso Ferreira dos Santos, Jorge Alberto Muniz e Elydio Chagas Vasconcelos, remadores. Venceu, ainda, a "Prova Clássica Presidente Getúlio Vargas", numa iole a oito, "Procyon", em 9 de maio de 1948, em 1.000 metros, sob o patrocínio do Natação e Regatas, na enseada do Botafogo, no 15º páreo do programa, com a seguinte guarnição: Raul Gonçalves Soares, patrão; Clober Malniverno, Ercio Perosso, Paulo Egydio Martins, Indalecio Ferreira Alves, Hans Glein, Ely Castro Canetti, Manuel Agonia Baltazar do Couto e Gustavo Alves da Costa. Como se verifica, nessa guarnição, o Baltazar tinha como companheiro, remando como sota-proa o atual Governador do Estado de São Paulo, Dr. Paulo Egydio. E, em 27 de junho de 1948, no Saco de São Francisco, sob o patrocínio do lcaraí, numa iole a oito, ainda com o barco "Procyon", foi 2º na "Prova Clássica Gustavo Merker". Ele foi, assim, também atleta do BFR. 

ARMADOR, COMO ONASSIS 
E, em 1948, foi assinada a sua Carteira Profissional de empregado do clube, pelo Presidente Carlito Rocha, com a remuneração mensal de 3 mil cruzeiros da época. A classificação da categoria do emprego foi difícil. Foi, então, assinalada como Mestre-Armador. O Baltazar, quando chegou ao Brasil era, como dissemos, carpinteiro, mas acabou especializando-se em construção naval, a profissão do famoso e riquíssimo Onassis. E aqui está até hoje, prestando relevantes serviços ao clube e, de um modo geral, ao remo nacional. Ele hoje com 54 anos, é brasileiro, casado com Dona Alice Fernandes do Couto, brasileira, e tem uma filha, Elizabeth do Couto, casada, com dois filhos, André e Patrícia, de 8 e 6 anos netinhos queridos do nosso Baltazar. Assim, encerrada a sua carreira como remador, dedicou-se inteiramente construção de barcos, no BFR. Já construiu, não sabe quantos, barcos de todas as categorias, além da responsabilidade de sua manutenção e consertos. E tudo isso nas precárias instalações do Sacopã, para onde se transferiu, com a seção do remo, em 1948. Em 1955 passou a treinar as ioles de Principiantes, sem qualquer outra remuneração. Isso aconteceu até 1964. Disputou cerca de 50 provas de iole a oito. Foi campeão várias vezes. Abandonou tudo, dedicando-se, exclusivamente, à construção de barcos. Serviu à Seleção Brasileira de 1962, no Campeonato Sul-Americano, como responsável pela manutenção dos barcos, tendo, a partir daí, participado de todos os campeonatos, inclusive nas Olimpíadas. Já viajou por vários países. É sempre convocado para acompanhar as Delegações Brasileira da CBD e CND. 
HISTÓRIA TRISTE DE UM BARCO 
Indagado se tem preferência por barco na construção, Baltazar prontamente respondeu: 
— "Single-skiff-. 
E em beleza de barco? 
— A iole a oito. 
— E de todos os barcos que construiu quais os que mais se destacaram? — perguntamos. 
— Indiscutivelmente foi o "out-rigger" a 8, "Cruzeiro do Sul", tetra campeão carioca, campeão brasileiro e sul-americano. 
— Baltazar, sobre esse barco sabemos que há uma história muito triste, qual é? 
— Foi em 1958, no Campeonato Sul-Americano, em Buenos Aires. Viajei com ele no navio "Corrientes". Desembarcamos sem nenhum problema e seguimos para o local da competição. E o barco, com uma grande guarnição, venceu brilhantemente a prova. E, diga-se de passagem, quase toda a guarnição era do BFR, com exceção de Richer e Buck, do Flamengo. Na volta ao Brasil não vim acompanhando o barco, regressei antes. Ao chegar de navio, o glorioso barco "Cruzeiro do Sul", campeoníssima, ficou retido na Alfândega do Rio de Janeiro. Nem o Presidente da CBD, Dr. Havelange, conseguiu retirar o barco. Essa luta burocrática levou mais de ano. Quando resolveram liberá-lo, a despesa de armazenagem era absurda, não compensava a despesa. Foi, então, levado a leilão. Mas já estava todo podre, não foi adquirido... 
— E como ficou a situação? 
— Atendendo o prejuízo do nosso clube, o Presidente da CBD indenizou o BFR com um novo barco, esse alemão, cujo nome foi "Bellatrix". 
- Baltazar, você não se lembra, assim, de um outro barco vitorioso, de sua construção? 
— Um. "double-skiff" — "Altair" —, campeão carioca, brasileiro e também sul-americano, com uma guarnição de Santa Catarina, em 1954. Além de outros barcos, sendo que esses dois citados foram os que mais se destacaram.
 — E qual o custo de um barco para o clube, por exemplo, um "single-skiff"? 
— Ele custa, comprado, de 16 a 20 mil cruzeiros. Construído pelo clube fica na base de 10 mil cruzeiros. 
— Então V. acha que é interessante à construção do barco pelo clube? 
— Acho, mesmo porque é difícil a compra de barco estrangeiro. — Na carpintaria do BFR, quantos empregados existem? 
— Nenhum, eu apenas. Sou tudo. 
— V. faz tudo? — Exato. Sou tudo. Fui obrigado a me especializar em todos os detalhes da construção de um barco. Sou, inclusive, ferreiro. 
— Qual a duração de um barco? — Um "single-skiff", por exemplo, tem uma duração de, mais ou menos, um ano. E a sua construção leva cerca de um mês. 
— E quanto ao peso?  — O peso ideal desse barco é de 15 quilos, embora saia, aqui, com 16 quilos, porque falta a matéria-prima necessária. O pinheiro canadense tem a importação proibida, além da ferragem. A nossa forqueta, não é de náilon, é de alumínio, latão ou bronze. E não é conveniente construir o barco com menos peso, por questão de enfraquecimento de estrutura, com problema para o remador. 
— Baltazar, há diferença entre barco de competição e de treinamento?
— Há. Seria o ideal ter flotilhas de competição e de treinamento. A uma outra pergunta, respondeu-nos, em conclusão, que há uma diferença muito grande entre um barco nacional e o estrangeiro. Não na técnica de construção, mas no material empregado. 

EVOLUÇÃO DO REMO NO BRASIL 

— E quanto à evolução do remo no Brasil? 
— Evoluímos muito, embora tenhamos que crescer ainda mais. Nas Olimpíadas, cumprimos com o nosso dever, dentro das nossas possibilidades. 
— E quem são os maiores do remo? — Os alemães orientais. Tecnicamente, no entanto, estamos em condições de fazer remadores iguais aos estrangeiros. E acrescentou com relação ao BFR:
— Agora, com a nossa Escolinha, com mais de 150 alunos, vamos melhorar muito. O ideal, para fazer o remador, seria considerar, principalmente, o atleta.
 — E Qual o maior remador do BFR no momento? — Sem menosprezar ninguém são esses dois rapazes que foram às Olimpíadas: Sérgio Brasil Sztancsa (campeão carioca, brasileiro, sul-americano e da Copa Latina e Guilherme Campos (campeão carioca, brasileiro, sul-americano e vice-campeão da Copa Latina). Aliás, devemos aqui acrescentar que o remador Sérgio Brasil Sztancsa venceu, no dia 12 de dezembro último, na regata internacional de Porto Alegre, o norte-americano James Dietz, que é o principal "sculler" dos Estados Unidos e sempre finalista em regatas de nível olímpico. É bem verdade que Dietz não estava bem preparado, mas o tempo obtido por Sérgio foi excelente e sua vantagem sobre o norte-americano foi superior a 30 segundos. A opinião geral, de quem entende do assunto, é que submetendo-se a uma preparação adequada, o nosso "Alemão" tem tudo para ser um dos melhores "sculler" do mundo. Ele já é considerado o melhor remador brasileiro da atualidade. 

AS NOVAS INSTALAÇÕES DO SACOPà

- Baltazar, e as novas instalações? 
— Vão começar as obras do Sacopã. A nova sede vai ser uma beleza de construção. Acredito que o BFR terá, inclusive, de renovar toda sua flotilha, eis que tenho a certeza que, com as novas instalações, vai crescer o seu quadro de remadores. Não há, atualmente, nenhum, conforto. É muito sacrifício. Aqui devo lembrar destacar o trabalho executado pelo Vice-Presidente Henrique José Pereira de Lucena e o seu Diretor, Antônio Carlos Azeredo Azevedo. 
— E V. consegue trabalhar na sua oficina, quase que improvisada? 
— Com muita dificuldade e perigo. Tudo isso aqui pode desabar de uma hora para outra. Não há nenhuma segurança. Existe até o perigo da “Curva do Calombo". Uma vez ou outra a oficina está ameaçada de sofrer um pavoroso desastre com os carros que, em alta velocidade, passam perto do nosso barraco, que fica embaixo daquela curva, cheia de acidentes. Já tem acontecido ali vários desastres, inclusive com carro caindo dentro da Lagoa. Eu mesmo já socorri vítimas desses desastres. E a minha sorte, principalmente, é que o local exato da oficina é garantido, em parte, por uma bruta árvore já apelidada de "Abraça-me Farte", que tem evitado maiores números de mergulhos nas águas da Lagoa. Mas, mesmo assim, cada derrapagem, cada barulho lá fora, eu tenho ímpeto de me atirar dentro d'água, pensando logo num desastre maior, ou melhor, que tudo vai desabar. Não ganho pelo susto diário. Felizmente, isso tudo vai acabar com a nova construção do Sacopã, cujas obras já vão ser iniciadas e, dentro de seis ou sete meses, como se fala, estará tudo pronto. Com essas instalações, então, o BFR poderá competir, como antigamente, em igualdade de condições com os nossos co-irmãos. 

A SITUAÇA0 DE BARCOS 

— E, por último. Baltazar, quantos barcos V. tem de competição e de treinamento? 
— De competição, infelizmente, temos "skiff" "out-rigger" de quatro com (2) e um "out-rigger" de 8, isto porque tivemos que atender à Escolinha. De treinamento temos 4 ioles, 2 de 8 e 2 de 4, 1 "out-rigger" de 8, 2 "skiff", 2 "double", 2 sem, 2 com e 2 quatro sem, e alguns barcos precisando de reparos. Precisamos de uma flotilha estrangeira de competição, porque os nossos adversários estão competindo com esses barcos. Não que isso represente grande diferença, mas apenas por efeito psicológico. E duas flotilhas para treinamento, independentes dos barcos da Escolinha. No momento, na oficina seis cascos estão sendo preparados para sua construção. Muita coisa ainda tínhamos que contar a respeito da garagem do Sa-opã. Fica para outra ocasião, mesmo porque o nosso remo é rico de grandes histórias, de grandes feitos. Depois de relacionar nomes ilustres que já passaram pelo BFR, nestes ultimas anos, fizemos ao Baltazar, "nosso Onassis", de profissão, a última pergunta que tinha que ser feita: 
— V. está rico como armador? 
— Estou sim. Rico de felicidade. Tenho saúde. Vivo feliz com a minha família e tenho a honra e a alegria de servir ao BOTAFOGO, meu único clube no Brasil. Assim, pelo que tem feito no clube, pelo valor de seu serviço, altamente técnico, Baltazar bem merece o nosso respeito e a nossa admiração.

Acervo particular Marcelo Serafim
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 226 de dezembro de 1976
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SÉRGIO BRASIL SZTANCSA: 

- O MELHOR REMADOR DO BRASIL 

                                 Reportagem de LUIZ FELIPE MIRANDA 

Sérgio Brasil Sztancsa é a maior expressão do Remo botafoguense na atualidade. É, sem dúvida, o maior remador de skiff do Brasil. 
Tem 22 anos, 1,90 de altura e 84 kg. Faz Ed. Física na UERJ e Engenharia Mecânica na Santa Úrsula. 
Pratica o Remo desde 1971, no BOTAFOGO, quando aqui chegou. — "Fui muito bem recebido pelo treinador da época, o Pavão. Vim, portanto, com 17 anos e fui muito incentivado por meu pai que foi remador na Hungria." Sérgio destaca o apoio da família e dos amigos, como o fator mais importante para o seu sucesso no Remo. 
Dos seus muitos títulos, destaca como os que mais o empolgaram: — "Os Campeonatos de Aspirantes com skiff, de 1972, 1973 e 1975; O Campeonato de "Junior", com o skiff, em 1973; O Campeonato de Aspirantes, com o double-skiff, em 1976; O Campeonato Brasileiro, com o skiff e o double-skiff, em 1975". 
Em 1976, Sérgio sagrou-se Campeão Brasileiro, com o skiff e Campeão Sul-Americano da I Copa Latina, com o double-skiff. 
Ressalte-se também, o belo feito de Sérgio B. Sztancsa no último dia 12 de dezembro, ao vencer brilhantemente a prova de skiff da Regata Internacional realizada em Porto Alegre. Da prova participaram os melhores remadores brasileiros e dois excelentes remadores norte-americanos, que foram vencidos pela categoria do nosso remador. Sérgio foi representando o Rio de Janeiro, com barco "Regulus", fabricado nas oficinas do BOTAFOGO e recentemente batizado pela primeira dama, Sra. Eugênia Borer. Sérgio volta a falar do seu inicio no GLORIOSO: 
— "Quando venci minha primeira prova, ofertei ao Sr. Lucena — Vice-Presidente de Remo — o meu retrato pousando com a medalha de vencedor. Fiz isto, porque o considero um dos maiores responsáveis pela minha carreira de remador. Sua dedicação ao BOTAFOGO é qualquer coisa de sensacional. Tenho o Sr. Lucena como um pai. Certa vez, estava com um sério problema no joelho e ele, num sábado á tarde, largou seus afazeres particulares para levar-me até a presença do Dr. Lídio Toledo, com quem me recuperei". 
SEU GRANDE SONHO 
Ele conta qual é o seu grande sonho no esporte: — "Meu grande sonho é chegar a uma final de Mundial. É difícil, mas chegarei lá com muito treinamento e força de vontade". Diz também que as Olimpíadas são, sem dúvida, uma escola e que muitos ensinamentos obteve em Montreal. As competições lá fora, por serem as mais difíceis, trazem toda uma tarimba ao atleta e o deixa preparado para qualquer disputa de âmbito nacional ou  internacional. 
Nosso entrevistado fala sobre o que acha dos barcos construídos na carpintaria do BOTAFOGO: — "Os skiffs feitos pelo Baltazar são excelentes. Ele faz um trabalho, só comparado aos dos grandes artistas. Sua técnica é de uma precisão impressionante e dá gosto remar em um barco feito comtanto carinho. Mas, o que faz com que os barcos brasileiros percam muito de sua utilidade, é a dificuldade em encontrar-se o material adequado para a confecção dos mesmos. Por isso, é que os bar-os estrangeiros crescem de importância". Sérgio explica que a grande quantidade de barcos feitos pelos estrangeiros é visando um mercado consumidor bem amplo: o Remo europeu. Isto não acontece aqui no Brasil, onde somente uma minoria se dedica a este esporte. — "Considero, no entanto, que o material humano brasileiro é bem grande, mas que ainda não foi bem explorado." Sobre a criação da Confederação Brasileira de Remo: — "Será muito importante. Trará uma série de boas medidas, visando cada vez mais a prática do Remo". 
O REMO NÃO FAZ MAL AO CORAÇÃO 
Afirma que é preciso ser abandonado o pensamento infantil de que a prática do Remo faz mal ao coração. Sérgio passou uma fase difícil na sua trajetória vitoriosa. Entre maio de 1974 e maio de 1975, exatamente um ano, esteve parado devido a um acidente de motocicleta e por isso perdeu a oportunidade de juntar diversos títulos à sua coleção. 
Ele diz porque se especializou no skiff e no double-skiff: — "Especializei-me nestas modalidades porque o treinador Pavão achou que eu poderia render muito bem nelas. O fato de eu gostar mais de remar sozinho ou no máximo com um companheiro, também foi muito decisivo na minha escolha.
 Perguntamos sua opinião sobre o projeto da nova sede do Departamento de Remo do BOTAFOGO: — "Considero o projeto da nova sede de vital importância para um desenvolvimento cada vez maior deste esporte no Clube da Estrela Solitária. Espero ansiosamente para ver pronto este projeto que considero o marco inicial de uma grande fase de vitórias e títulos. Destaco também, a vantagem que terá o BOTAFOGO, pois, poderemos manter uma Escolinha com maior número de integrantes. É, sem dúvida, uma grande obra. Sobre a importação de barcos: 
— "Acho-a indispensável, principalmente dos barcos maiores e acessórios". Sztancsa tem recebido muito incentivo de vários amigos para continuar sua brilhante carreira. Mas, as adversidades levam, às vezes, a um pequeno desânimo. 
— "Gosto demais do pessoal do Sacopã, do Arnaldo, Sr. Lucena e do Antonio Carlos (Diretor de Remo) para pensar em desistir." Lembra de outra figura do BOTAFOGO: — "Recordo-me com muita saudade da figura do Dr. Júlio Azevedo. Ele foi incansável". Quando este ano Sérgio ganhou o Campeonato Brasileiro, categoria skiff seu treinador, Arnaldo Brand Correa, deu-lhe sua primeira medalha que conquistara como remador. 
A SUA RECEITA 
Para encerrar, Sérgio B. Sztancsa dá sua receita aos mais novos: — "Muito treinamento, dedicação e amor à ESTRELA SOLITÁ-RIA!" 

Acervo particular Marcelo Serafim
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 226 de dezembro de 1976
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DEPOIS DO PROTESTO! BFR FOI CAMPEÃO DE REMO DE VETERANOS 

O BFR, sentindo-se prejudicado com o resultado da 4ª Regata realizada no dia 21 de novembro último, apresentou, dentro do prazo de 48 horas, veemente protesto junto à Comissão Administrativa do Campeonato de Remo de Veteranos Interclubes, no Calabouço. 
O referido protesto, versando sobre matéria de direito, foi quanto à desclassificação de uma sua guarnição, que terminou a prova em terceiro lugar, dando ensejo a que seu adversário mais próximo no cômputo geral de pontos fosse considerado campeão com a diferença de apenas um ponto. Mas, tendo ganho de causa, por justiça, no recurso interposto, o BFR foi, depois, considerado o verdadeiro campeão daquela Regata, com a diferença de três pontos sobre o segundo. 
Ao fazer o seu protesto, muito embora o clube condenasse a atitude de um dos seus remadores de sua iole a 2 ao se dirigir a um dos juízes de chegada, não podia, é certo, concordar com a maneira sumária e irregular mediante a qual se procedeu à desclassificação. 

OS FATOS OCORRIDOS NA REGATA 
O Departamento de Remo do BFR assim apresentou a sua argumentação, na defesa dos interesses do clube: 
"— A desclassificação se processou após o término da prova e sob a alegação de fatos passados envolvendo o remador e um juiz de chegada. Já havia sido comunicada aos remadores a ordem de chegada e até mesmo afixada no placar. Não mais cabia uma desclassificação imediata, ainda que pelo árbitro geral e muito menos os fatos ocorridos constituem motivo para tal. 
O que é regulamentar nestes casos é que as ocorrências sejam relatadas ou transcritas na papeleta dos juízes de chegada e relatadas ao árbitro geral. Daí para frente o problema passa à esfera da assembleia geral, ou no caso especifico à Comissão Administrativa e Comissão de Representantes. Então teremos um caso passível de julgamento e com todas as formalidades que lhes são peculiares. E aí não entraremos no mérito da questão senão para dizer que motivo disciplinar não acarreta desclassificação de um barco. Até porque o espírito da lei ao estabelecer as penas disciplinares é precisamente de previnir, punir, suspender ou mesmo eliminar atleta cujo comportamento não se coadune com o esporte que pratica. A lei não cogita e não faz distinção relativamente a agremiações ou tipos de esportes. A lei muito menos pretende que uma associação seja desclassificada por motivos de ordem disciplinar. A lei pune uma associação quando seus atletas cometem as chamadas faltas técnicas e aí as penas vão desde a desclassificação até outras penas. 
Como é sabido, o Campeonato de Remo de Veteranos Interclubes no Calabouço é evento relativamente novo, carecendo, como é perfeitamente normal de uma legislação mais ampla e até mesmo particularizando casos. Mas este campeonato é novo, é também verdade que ele ganhou em motivação, em participação e daí os problemas naturais que surgem no decorrer das regatas uma vez que seu regulamento é o mais simples possível. Como ha casos, e muitos, omissos, é de bom senso que se recorra à legislação subsidiária e a mais próxima seria a da F.M.R. conforme Art. 2º do Regulamento do Campeonato de Remo de Veteranos Interclubes no Calabouço. Vejamos então como encara a legislação da F.M.R. neste caso: 
1 — Da competência dos juízes de chegada
 Art. 85 — Aos juízes de chegada compete: i) registrar as reclamações apresentadas, assim como fatos que tinham observado, inclusive, injúrias ou crítica contra suas decisões. 
O artigo é cristalino. A competência é para relatar. Competiria, então, ao Sr. Juiz alvo de injúrias ou críticas relatar os fatos em sua papeleta para que de posse deste documento tivesse o Conselho de Representantes e o Conselho Administrativo meios para adotar as medidas cabíveis na próxima reunião (quando da apreciação da regata). 
2 - Quanto às medidas cabíveis — TODAS, MENOS A DESCLASSIFICAÇÃO 
Senão vejamos: Ainda o Código da F.M.R. diante da omissão do Regulamento do Campeonato de Remo de Veteranos Interclubes no Calabouço. Todas as infrações do disposto no presente código, salvo as relativas as normas de conduta ou disciplina (os grifos são nossos), são consideradas faltas técnicas e poderão acarretar, além das desclassificações previstas, aplicação de outras penalidades constantes do Código de Penalidades. 

ESTA CLARO — INFRAÇÕES RELATIVAS A NORMAS DE CONDUTA OU DISCIPLINA NÃO PODEM ACARRETAR DESCLASSIFICAÇÃO.
Com tais considerações fica evidenciado que a desclassificação da Yole a 2 remos do Botafogo de Futebol e Regatas se processou ao arrepio da lei, ou seja, por quem não de direito e por motivo não justificável, legal. Falecia competência como facele a qualquer membro da arbitragem para desclassificar guarnições por tais motivos. A legislação não autoriza que se desclassifique uma guarnição por indisciplina ou conduta não compatível com a disputa de um ou até todos, de seus componentes. Diante destes argumentos poderia parecer a todos quantos nos lêem ou escutam que estamos acobertando uma falta disciplinar de nosso remador. Nunca. E não seria procedimento compatível com diretriz desta Diretoria e tradição do Clube. Mas se por um lado este remador está sujeito a sanções internas, por outro não achamos justo que por suas atitudes isoladas deva arcar toda a equipe de remo e, consequentemente o Botafogo de Futebol e Regatas. Além de tudo é necessário sempre se ter em mente a distinção entre as infrações ditas técnicas e as disciplinares. As primeiras são produto de prática indevida ou incorreta de um atleta, tenha agido ele com dolo ou culpa. Nestas o clube é co-responsável porque elas podem alterar ilicitamente o resultado de uma prova ou de um jogo. Assim o clube estaria se beneficiando com uma vitória através de expedientes não lícitos usados por seus atletas. Quanto às segundas, isto é, a disciplinares o atleta age sempre com dolo, sempre intencionalmente e sua atitude não redunda em benefício ao clube, porque os expedientes usados a nada de positivo conduzem. Um exemplo ilustra bem o caso. Um remador que invade as águas fechando seu adversário ou que provoca uma saída falsa, de ambos tira benefícios que podem lhe levar a uma vitória. Aí ele é desclassificado porque está cometendo uma falta ou infração técnica que pode lhe trazer vantagem em detrimentos aos outros. É, então, desclassificado e justo que seja atingido o clube pois caso contrário teríamos uma vitória ilícita. Um remador que após a prova ofende o árbitro ou Juiz de chegada não irá melhorar a sua classificação. Não estará trazendo vantagem a seu clube, não estará trazendo prejuízos aos demais competidores. Ele injuriou a uma autoridade, deu mostra de um desequilíbrio emocional momentâneo e, por isto, será responsável perante o Poder Disciplinar da Federação. Ele denegriu o clube e por isto estará sujeito a sansões disciplinares internas. Restaria uma Pergunta. E quanto ao relacionamento Clube-Federação? Apenas um fato: ambos se sentiriam lesados diante de uma conduta indevida. Não ha, portanto, que se falar em desclassificação nestas circunstâncias. Assim, diante do exposto, requeremos a V. Sa. seja o presente protesto levado à Comissão de Representantes para apreciação posterior votação com o fim de: 
- Manter a classificação oriunda da ordem de chegada na prova destinada a Yoles a 2 remos, Categoria de Aspirantes "A". anulando-se pelos motivos expostos, a desclassificação imposta injustamente ao Botafogo de Futebol e Regatas, com consequente recontagem de pontos. 

Acervo particular Marcelo Serafim
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 226 de dezembro de 1976
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VOLTARÁ O PRESTÍGIO DO REMO!

Sr. Henrique José Pereira de Lucena - Vice-Presidente de Remo

Significa, em todos os sentidos, o relatório anual apresentado pelo Vice-Presidente de Remo, Henrique José Pereira de Lucena.

De início abordou a necessidade premente  de se fazer uma nova sede para o Sacopã, que, por ocasião da sua posse figurava mais no "PA" da Lagoa Rodrigo de Freitas. A luta pela reconquista  daquela área foi árdua e cansativa.  E que, graças aos contatos mantidos pela  Diretoria do BFR com os órgãos   Municipais e Estaduais, o clube conseguiu  que em 18 de outubro de 1976, fosse assinado o Termo de Cessão  do terreno ora ocupado pela sede do remo.

Na mesma época em que o referido Departamento lutava pela reconquista, ele  dava entrada no projeto de construção,  projeto de autoria do associado do clube, Dr. Nelson Luiz Ramos. E que, finalmente, em 16 de novembro, um mês depois, após persistente  trabalho, obtinha a licença para aquela construção.

Lucena, por questão de justiça consignou  no relatório, seus agradecimentos ao Conselho Diretor do nosso clube e, em especial ao Presidente Charles Borer  pelos primeiros contatos que teve com às autoridades locais, e, ainda, ao Prof. Braz Pepe, 1o Secretario do Conselho Deliberativo, ao Diretor Antonio Carlos Azeredo de Azevedo, ao autor do projeto Dr. Nelson Luiz Ramos, ao Dr. Rogério Lingren Carneiro, Vice-Presidente de Desportos Aquáticos, ao  Dr. José Ayrton Lopes, Vice-Presidente de Comunicação Social, pela cobertura dada nesta Revista. Enfim, a muitos  outros que ajudaram a levar ao fim a sua missão no Departamento de Remo.

ESCOLA  DE REMO: UMA GRANDE NECESSIDADE

Nosso querido Lucena, em seguida falou que a sua preocupação maior, quando assumiu, foi a melhoria da nossa Escola  de Remo, que se encontrava
praticamente abandonada.

Como sempre achou que este setor é de  grande importância para o nosso remo,  pois permite retirar dele elementos que vão renovar nossas equipes, resolveu, desde logo, reorganizá-la totalmente delineando funções especificas a cada instrutor, readmitindo um preparador físico que havia sido afastado e, principalmente, fazendo um controle mais rígido das mensalidades que são lançadas diariamente num livro de escrita. Com isto, acrescentou, apesar de não contar com barcos em condições e em número suficiente, o DR teve matriculados mais de 500 alunos durante o ano de 1976, os quais, a seu ver, não se mantiveram em atividade devido a precariedade de nossas instalações. A média mensal de alunos inscritos, naquele ano, foi de 110.

Com as novas instalações, que darão maiores condições de conforto e treinamento e com a aquisição de novos barcos, que se tornam indispensáveis, o DR poderá, em futuro bem próximo, quadruplicar a movimentação de alunos e, por conseqüente, a sua receita.

CARPINTARIA NAVAL E DOAÇÕES RECEBIDAS
Em outro capitulo do seu relatório, Lucena informou que, apesar da precária situação, nossa carpintaria conseguiu construir durante o ano passado os seguintes barcos: 2(dois) - single-skifi, para competição e 4 (quatro) - single-skifi de vidro para treinamento. E que reformou e consertou diversos barcos para uso da nossa equipe e para nossa Escola de Remo.

No que tange a carpintaria naval, aqui está, a. seu ver, uma das soluções para mais uma fonte de renda para o DR. Com as obras já, iniciadas, julga que possamos, dentro em breve, ter uma carpintaria funcional, e, o com a aquisição de mais algumas máquinas que se fazem indispensáveis e a admissão de mais um carpinteiro, para ajudar ao nosso competente mestre armador - Baltazar - nos possibilitar-ia a construção de barcos em série não só para o nosso uso como para conseqüente comercialização.

E que, no ano de 1976, o BFR recebeu do CND via OBD um outriggers a quatro remos com timoneiro, de fabricação italiana “Donoratico", doado em substituição ao nosso barco de igual categoria que foi acidentado durante o Campeonato Brasileiro de Juniors. Ainda recebemos do CND 20 (vinte) remos de ponta e 4 (quatro) remos de palamenta dupla de fabricação italiana.

Foi, posteriormente, em 26 de outubro de 1976, creditada na conta deste clube junto à Caixa Econômica Federal, a importância de Cr$ 641.600,00 (seiscentos e quarenta e um mil e seiscentos cruzeiros) que deverá ser aplicada da seguinte forma: Cr$ 500.000,00 na construção da nossa carpintaria e Cr$ 141.690,00 na construção de um tanque de treinamento, cuja prestação de contas devera ser feita ao CND.

Para, por fim,  o relatório classifica nossa participação no ano de 1976, de razoável, face as dificuldades encontradas e apresentadas. Mas que, apesar dessas dificuldades, o BFR conseguiu algumas vitórias de expressão, como passou a discriminar, anexando relatórios técnicos das regatas que o clube concorreu.

Concluiu fazendo uma verdadeira prestação de contas do ano que passou e consignando os seus melhores elogios, pela maneira ,correta com que sempre se conduziram, a todos funcionários do DR, cabendo menção especial ao técnico Prof. Arnaldo Brant Corrêa pela dedicação e competência na direção da
nossa equipe, aos seus zelosos auxiliares técnicos Srs. Nilton Silva Alonso e Antonio Gonçalves Ckelss, ao mestre-armador Manoel Agonia Baltazar do Couto pela dedicação e esmero na construção de nossos barcos e ao barqueiro Sr. Irineu Ferreira que sempre se dedicou .com o maior entusiasmo às suas tarefas. E Lucena não esqueceu ainda de registrar seus agradecimentos a dois outros funcionários exemplares do clube, Sra. Madalena, do DA, e o Sr. Machado, do Departamento Técnico - Mourisco Pasteur.

Assim como enalteceu os brilhantes atletas que não mediram sacrifícios na defesa de nossas cores.

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 227 jan/mar 1977
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PAULO CESAR DORAKOWSKI 
                                                 (Reportagem de LUIZ FELIPE) 


O REMADOR MAIS VELOZ 
"Um Brasileno Gano El Trofeo Peppe En Remo". Esta é a manchete esportiva do jornal "Correo", de Lima-Peru, do dia 15 de agosto deste ano. Qual o nome deste brasileiro? Paulo César Dorakowski. Gaúcho, de Porto Alegre, 20 anos de idade e remador do BOTAFOGO. 
Antes de vir remar no CLUBE DA ESTRELA SOLITRIA, Paulo César era remador do Grêmio Náutico União, lá mesmo de Porto Alegre. Ficou no clube gaúcho até os 18 anos de idade. Em 1974, vislumbrou a possibilidade de vir morar no Rio de Janeiro e aqui está desde 1975. Ele diz: "Deixei o Rio Grande do Sul com o titulo de Campeão Sul-Americano Juvenil-1974. Mas, o Remo gaúcho estava decaindo por falta de incentivo. O União, meu clube, resolveu ficar só com a parte social e manteve apenas, na parte esportiva, as escolinhas de Remo. De qualquer maneira, eu viria remar no Rio, pelo maior intercâmbio que aqui é realizado." Paulo César cursa o 3º ano de Educação  Física da UERJ. Sua propensão para a prática de esporte surgiu bem cedo. Tentou jogar Basquetebol e Futebol, mas, sentiu que não possuía muita atração pelos esportes coletivos, tanto é, que raras vezes participa do barco yole a oito remos e do quatro com timoneiro. Prefere só competir no Single-Skiff. A partir de então, foi que optou pelo Remo, a convite de um primo. 
Ainda em 1974, participou do Mundial, na Alemanha Ocidental, e venceu uma Regata Internacional realizada em Porto Alegre. Conta-nos Paulo César: — "Era meu último ano de Juvenil. Estava numa fase de transição na minha carreira. Este período de mudança de categoria, teve seus problemas agravados pela também natural adaptação a uma nova cidade. Só agora estou conseguindo atingir o meu nivel Ideal." Paulo César lembra que, a primeira prova que ganhou com a camisa do GLORIOSO, foi uma de Aspirantes, em 1975. Neste mesmo ano, foi convocado para integrar a equipe Brasileira que foi disputar o Pan-Americano, no México. Ele analisa o atual estágio do Remo brasileiro: — "Olha, não há investimento em gente nova. O Vasco, o Botafogo, por exemplo, ainda procuram formar atletas. Mas, são exceções. Posso citar como bom exemplo de um trabalho de renovação, o realizado pelo pessoal da Argentina. Logo após o Pan-Americano, meu adversário no skitf, e a equipe do barco quatro com, foram promovidos para a equipe de seniors. E, estão fazendo jus à promoção. Se eles investem e obtém resultados, por que não fazemos o mesmo? Há um nítido receio de investir em gente nova, dentro dos clubes. Isso tem que acabar, caso queiramos melhorar nosso rendimento em outras competições. Neste Pan-Americano de 1975, a que me referi antes, até que obtivemos um resultado favorável. Ganhamos a prova de double-skiff e a do dois-sem. Mas, não é aquilo que podemos apresentar. Na Copa Latina, Paulo César foi chamado, mas acabou sendo ignorado. Este ano, foi novamente ignorado, quando poderia fazer parte do double-skiff. Desta vez, nem convocado foi, para o Campeonato Mundial, na Holanda. Participou das provas eliminatórias, no double (ele e um remador do Vasco da Gama), mas, fora da disputa pela vaga no Mundial. Paulo esclarece que está estudando inglês e alemão, procurando ocupar o eu tempo com outras coisas, além do Remo. 
Ele confessa: — "A minha motivação já não depende das atitudes improvisadas dos dirigentes responsáveis do nosso Remo. Atingi um estágio de auto satisfação, isto é, hoje eu consigo me identificar perfeitamente com a minha atividade esportiva, independentemente de qualquer outro esporte." O remador aponta uma medida Interessante para o desenvolvimento técnico do nosso Remo: 
— "Seria interessante que se mandasse os nossos remadores a outros lugares mais adiantados para participarem dos treinos básicos. Atingiriam, assim, um estágio de treinamento progressivo, que estaria em seu ponto ideal na altura da competição." Para ele, o Remo da Argentina está, melhor preparado que o brasileiro, tendo em vista a mentalidade mais adequada do Remo, por parte do argentino. Existe um nivel maior de conscientização. E, Isto é vital para o esporte ser bem praticado. Quanto ao Remo botafoguense, o remador ressalta que o Dr. Lucena vem realizando um bom trabalho de renovação, que em breve dará bons frutos. Destaca, ainda, que o BOTAFOGO vem tentando utilizar o barco de fibra de vidro, para competição. Ele é bem mais fino e parece ser melhor que o de madeira. O atrito, em relação a água, é bastante diferente. Paulo César esteve por um período de 11 dias na Alemanha Ocidental, em 1974. Procurou observar e analisar tudo o que viu. Obteve informações e presenciou o treinamento diário dos europeus. Na eliminatória realizada para decidir quem iria ao Mundial (2.000 m), o nosso Sérgio Sztancsa disputou com o Trombetta, que venceu. Mas, dias antes da viagem, numa Regata de Aspiramtes do Campeonato Carioca, Paulo César obteve uma excelente vitória sobre o mesmo Trombetta. — "A questão da convocação do Trombetta estava bastante tumultuada e, após a minha vitória, decidiram cortá-lo." Sobre a sua vitoriosa participação na Regata Internacional de Velocidade, no Peru, Paulo César conta-nos como foi. 
— "Fui fazer uma inscrição num curso de formação para técnicos de Remo, na CBD. Informaram-me que seria convocado para esta Regata Internacional e, portanto, não poderia fazer minha inscrição no Curso." Foi esquecida a tal convocação e resolveram, três semanas antes, fazer uma eliminatória nacional, na qual o nosso remador saiu-se muito bem, conquistando o direito de representar o Remo brasileiro. Viajou para o Peru, com um dirigente da CBD. Foram na quinta-feira anterior à competição. A Regata realizou-se no sábado e domingo, 13 e 14 de agosto. Comenta Paulo César: — "Tive sorte de me adaptar rapidamente às condições da disputa, apesar do barco ser bastante pesado." Nas eliminatórias do sábado, competiu uma vez e classificou-se. No domingo, participou da Fase Semifinal, mas, não foi feliz e perdeu. Foi, então, disputar a Repescagem e classificou-se para a Final. Ressalte-se que Paulo César foi o primeiro brasileiro a alcançar a vitória nesta Regata Internacional de 500 metros. Ele disputou a competição com 18 remadores de outros países sul-americanos. Sua vitória foi obtida com uma diferença de dois segundos para o mais próximo seguidor. A prova durou 1m45s, e foi bastante disputada. Estas Regatas são bastante prestigiadas pela imprensa peruana. O troféu do vencedor ficará com o país ou clube (a prova é também para representações de clubes) que vencê-la três vezes consecutivas ou cinco alternadas. Visando uma maior renovação, nos próximos anos, a Regata será disputada, apenas, por Juvenis. Paulo César revela que estará agora, em novembro, numa Regata disputada na Argentina, e em Porto Alegre, em dezembro. 
Ficam aqui os parabéns de todo o BOTAFOGO, a este gaúcho (torcedor do GLORIOSO desde os tempos de Porto Alegre), que honrou o nome de seu Clube e o nome de seu País, no Peru. 

Acervo particular Angelo Antonio Seraphinui
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 230 de agosto e setembro de 1977
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BOTAFOGO FOI CAMPEÃO DA REGATA DA ESCOLA NAVAL 

"QUATRO COM TIMONEIRO" — Guarnição: aspirantes 

1º lugar: Timoneiro: Nilton Silva Alonço. Remadores: Ricardo Pilz Vieira; Braulio de Nazaré; Samir dos Santos Andrade; Fernando Santos Xavier. 

"SINGLE-SKIFF" — ASPIRANTES 

1º lugar: Remador: Paulo Cezar Dworakowski. 

3º lugar: Remador: José Grynfogiel juvenil que corria pela 1ª vez). 

"DOUBLE-SKIFF" JUNIORS 

2º lugar: Remadores: Ricardo Ramos Aragão de Carvalho; Rodolfo Ernesto Pirellwitz Junior. 

"DOIS SEM TIMONEIRO" — JUNIORS 

3º lugar: Remadores: José Eduardo Dias Almeida; Cid Renan da Silveira Lobão. 

"YOLE A QUATRO" — ASPIR4NTES 

1º lugar: Timoneiro: Nilton, Silva Alonço. Remadores: Ricardo Pilz Vieira; Bráulio de Nazaré; Samir dos Santos Andrade; Fernando Santos Xavier. 

"SINGLE-SlKIFF" 'SENIORS — PROVA DE VELOCIDADE — FINAL 

2º lugar: Remador: Paulo Cezar Dworakowski. 

4º lugar: Remador: Carlos Cesar Lima Sampaio 

"OITO" — ASPIRANTES — Nesta prova do Botafogo se fez representar com, duas guarnições da nossa Escola de Remo. 

3º lugar — guarnição "A": Timoneiro: Nilton Silva Alonço. Remadores: Carlos Eduardo Marques da Silva; Ernesto Bocker; Arnaldo José Bernardi; Ricardo de Souza Martins; Alexandre Gonçalves S. Pureza; Luciano de Carvalho Araújo; Luiz Antonio, Miranda Leal; Ruy Diamantino Hernandes dos Santos. 

4º lugar — Guarnição "B": Timoneiro: Willy Pedro Vasconcellos Prellwitz. Remadores: Mário Jorge Martins da Cruz Santos; Luiz Américo Leal de' Oliveira; Jacques Waldmann; Roberto Kuster Filho; Gustavo, Couto Leite de Araújo; Amir Szklo; Roberto Moraes Mendes; Luiz Carlos Guedes Valente. 

VENCEDOR DA REGATA 

Da Regata da Escola Naval, em 6 de novembro último — Botafogo de Futebol e Regatas — 3 (três) primeiros lugares. O Clube conquistou 5 (cinco) troféus — Sendo dois de honra, os dois únicos existentes: “Troféu "Heleno Nunes" — 4 com timoneiro. Troféu "Lon Teixeira Menezes" — Single-Skiff. 3 (três) Troféus — da Escola Naval correspondentes às três vitórias, obtidas. 

Acervo particular: Roberto Castro Barbosa

Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 231 out a dez de 1977

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10 NOVOS BARCOS PARA O BOTAFOGO 


SOLENIDADE NO SACOPÃ, COM A PRESENÇA DO BRIGADEIRO JERONYMO BASTOS, PRESIDENTE DO CND 

Foi realizada na chuvosa manhã do dia 29 de outubro, um sábado, o batismo dos dez novos barcos que passam a integrar a nossa flotilha. Por volta de dez horas a comitiva em que vinham o Brigadeiro Jerônimo Bastos, Presidente do OND e o Presidente Charles Borer, chegou às nossas dependências de Remo, no Sacopã na Lagoa Rodrigo de Freitas. Já a esperavam os convidados a assistir a tradicional e significativa cerimônia. Estavam Presentes diversas autoridades, entre elas o Presidente da Federação Metropolitana de Remo, Sr. Américo Puppin e senhora, e dirigentes do co-irmão Vasco da Gama. Também presentes, os Vice-Presidentes e Diretores do nosso clube, acompanhados de suas digníssimas esposas. Apesar da chuva intermitente que caía, naquela manhã, sobre a nossa cidade, não foi empanado o brilho da solenidade, haja visto o caráter de congraçamento que a coroou. Fizeram uso da palavra, na oportunidade, o Vice-Presidente de Remo do BFR, Henrique José Pereira de Lucena, que agradeceu a presença de todos e também o grande auxílio prestado pelo CND ao nosso clube, na pessoa do Brigadeiro Jerônimo Bastos, cujas obras foram então constadas. Todas as verbas foram ali devidamente aplicadas. Tomando a palavra, o Brigadeiro ressaltou o intuito do CND em ajudar todos aqueles que trabalham pelo desenvolvimento do esporte brasileiro. Dando prosseguimento à solenidade, foram batizados os dez novos barcos, tendo como madrinhas as senhoras ali presentes. Essa solenidade já se realizou na futura carpintaria do Sacopã em fase de conclusão. Após o complemento do batismo, pediu a palavra nosso antigo e eficiente funcionário, Sr. Manoel Baltazar do Couto, Mestre Armador, que sensibilizou a todos os presentes ao relembrar os tempos em que o Brigadeiro era Diretor do BOTAFOGO e terminou, dizendo que "rogava a Deus o dom de poder subir até o firmamento e de lá trazer o Cruzeiro do Sul para colocar no peito do Brigadeiro Jerônimo Bastos". Foi com dificuldade, muito emocionado, que o homenageado agradeceu as palavras proferidas pelo Baltazar, quase lhe embargando a voz. E, encerrando a bonita festa, foi servido um coquetel e foram distribuídos brindes do nosso clube a todos os presentes. Eis a relação dos novos barcos, suas características e os nomes de suas respectivas madrinhas, acompanhadas por um atleta do Remo:


 "AURIGA" — OUTRIGGER A QUATRO COM TIMONEIRO — Barco italiano de fabricação Donorático, doado ao Botafogo de Futebol e Regatas, pelo CND, em substituição ao nosso barco de igual procedência e categoria acidentado durante a disputa do Campeonato Brasileiro de Juniors. MADRINHA: Sra. Brigadeiro Jeronymo Baptista Bastos. 

"Pégaso" — SINGLE-SXIFF — Barco suíço de fabricação "Stampfli", adquirido recentemente pelo Botafogo de Futebol e Regatas, pelo valor de US$ 1,755.16. MADRINHA: Sra. Charles de Macedo Borer. 

"ORION" — OUTRIGGER, A QUATRO SEM TIMONEIRO — Barco nacional de fabricação Fernando Ibarra, doado ao Botafogo de Futebol e Regatas pelo CND. MADRINHA: Sra. Américo Puppin.

"CYSNE" — OUTRIGGER A DOIS SEM TIMONEIRO — Barco Nacional de fabricação Fernando Ibarra, doado ao Botafogo de Futebol e Regatas pelo CND. MADRINHA: Sra. Henrique José Pereira de Lucena. 

"PARTHENOPE" — OUTRIGGER A DOIS COM TIMONEIRO — Barco Nacional de fabricação Fernadno Ibarra, doado ao Botafogo de Futebol e Regatas pelo CND. MADRINHA: Sra. Rogério Carneiro. 

"ANTARES" - DOUBLE-SKIFF — Barco Nacional de fabricação Fernando Ibarra, doado ao Botafogo de Futebol e Regatas pelo CND. MADRINHA: Sra. Rogério Correia. 

"ATLAS" SINGLE-SKIFF — Barco Nacional, fabricado nas  oficinas do Botafogo de Futebol e Regatas. MADRINHA: Sra. Samar Nahuz.

 "PERSEU" SINGLE-SKIFF — Barco Nacional de fabricação Fernando Ibarra, doado ao Botafogo de Futebol e Regatas pelo CND. MADRINHA: Sra. Antonio Carlos Azeredo de Azevedo. 

"ALTAIR" — DOUBLE-SKIFF — Barco Nacional de fabricação Fernando Ibarra, adquirido pelo Botafogo de Futebol e Regatas por Cr$ 18.300,00. MADRINHA: Sra. Luiz Murilo Fábregas da Costa. 

"FENIX" — SINGLE-SKIFF — Barco Nacional de fibra de vidro, fabricado nas oficinas do Botafogo de Futebol e Regatas. Este barco é o primeiro e único existente no Brasil. MADRINHA: Sra. Camélia Nahuz. 

Que esses barcos saiam muitas vezes vitoriosos. Agora, o grande interesse do nosso Lucena, e ele luta para isso, é abreviar as obras do Sacopã, ainda dentro da atual administração, oferecendo uma magnífica sede do Remo ao Botafogo, às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas

Acervo particular Roberto Castro Barbosa

Fonte: Boletim Oficial nº 231 de outubro/dezembro de 1977

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BOTAFOGO FOI CAMPEÃO DA REGATA DA ESCOLA NAVAL 

"QUATRO COM TIMONEIRO" — Guarnição: aspirantes 

1º lugar: Timoneiro: Nilton Silva Alonço. Remadores: Ricardo Pilz Vieira; Braulio de Nazaré; Samir dos Santos Andrade; Fernando Santos Xavier. 

"SINGLE-SKIFF" — ASPIRANTES 

1º lugar: Remador: Paulo Cezar Dworakowski. 

3º lugar: Remador: José Grynfogiel juvenil que corria pela 1ª vez). 

"DOUBLE-SKIFF" JUNIORS 

2º lugar: Remadores: Ricardo Ramos Aragão de Carvalho; Rodolfo Ernesto Pirellwitz Junior. 

"DOIS SEM TIMONEIRO" — JUNIORS 

3º lugar: Remadores: José Eduardo Dias Almeida; Cid Renan da Silveira Lobão. 

"YOLE A QUATRO" — ASPIR4NTES 

1º lugar: Timoneiro: Nilton, Silva Alonço. Remadores: Ricardo Pilz Vieira; Bráulio de Nazaré; Samir dos Santos Andrade; Fernando Santos Xavier. 

"SINGLE-SlKIFF" 'SENIORS — PROVA DE VELOCIDADE — FINAL 

2º lugar: Remador: Paulo Cezar Dworakowski. 

4º lugar: Remador: Carlos Cesar Lima Sampaio 

"OITO" — ASPIRANTES — Nesta prova do Botafogo se fez representar com, duas guarnições da nossa Escola de Remo. 

3º lugar — guarnição "A": Timoneiro: Nilton Silva Alonço. Remadores: Carlos Eduardo Marques da Silva; Ernesto Bocker; Arnaldo José Bernardi; Ricardo de Souza Martins; Alexandre Gonçalves S. Pureza; Luciano de Carvalho Araújo; Luiz Antonio, Miranda Leal; Ruy Diamantino Hernandes dos Santos. 

4º lugar — Guarnição "B": Timoneiro: Willy Pedro Vasconcellos Prellwitz. Remadores: Mário Jorge Martins da Cruz Santos; Luiz Américo Leal de' Oliveira; Jacques Waldmann; Roberto Kuster Filho; Gustavo, Couto Leite de Araújo; Amir Szklo; Roberto Moraes Mendes; Luiz Carlos Guedes Valente. 

VENCEDOR DA REGATA 

Da Regata da Escola Naval, em 6 de novembro último — Botafogo de Futebol e Regatas — 3 (três) primeiros lugares. O Clube conquistou 5 (cinco) troféus — Sendo dois de honra, os dois únicos existentes: “Troféu "Heleno Nunes" — 4 com timoneiro. Troféu "Lon Teixeira Menezes" — Single-Skiff. 3 (três) Troféus — da Escola Naval correspondentes às três vitórias, obtidas. 

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REGATA DO CALABOUÇO 

A 21 de agosto, no Calabouço, realizou-se a Regata anualmente promovida pelo Club de Regatas Vasco da Gama, em comemoração aos 79 anos de existência do clube co-irmão. O BOTAFOGO esteve presente e, através da sua equipe de Juniors, conquistou a vitória, no Páreo de Aspirantes — yole a quatro remos, com timoneiro. Esta brilhante vitória foi alcançada numa acirrada disputa com seis outras guarnições, de diversos clubes. Eis a equipe vencedora: Timoneiro: Nílton Silva Alonso. Remadores: José Eduardo Dias de Almeida, Luiz Carlos Guedes Valente, Samir dos Santos Andrade e Francisco Santos Xavier. Após a disputa, os integrantes da nossa guarnição receberam belas medalhas alusivas ao fato. 

Acervo particular: Roberto Castro Barbosa

Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 231 out a dez de 1977

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NOVO TANQUE DE TREINAMENTO

Neste início de temporada, nossas guarnições vêm obtendo excelentes resultados, graças ao eficiente e dedicado trabalho realizado no Sacopã e que conta com a incansável direção do Vice-Presidente de Remo, Henrique Lucena e o Diretor, Antonio Carlos A. Azevedo. O treinador botafoguense é Arnaldo Brand Correa, responsável pelas nossas equipes há alguns anos.
Foi motivo de bastante alegria na , Sede do Sacopã, a recente inauguração de um novo e moderno tanque de treinamento dos remadores alvinegros, o que vem proporcionando um maior desenvolvimento das qualidades do nossa equipe. Novos melhoramentos serão proporcionados na sede da Lagoa Rodrigo de Freitas, de acordo com  os recursos proporcionados pelo CND.
Já foram realizadas até o presente momento, três regatas das dez programadas pela Federação de Remo do Estado do Rio de Janeiro (FRERJ), para a temporada náutica de 1978. Na 1a  Regata, realizada na manhã do domingo, dia 19 de março, o BOTAFOG0 participou de três provas, vencendo a 8a - Extra-2  sem timoneiro - Aspirante A - Prova de Velocidade - 500 metros - com o tempo de 1'35 e os seguintes remadores participantes:
Ricardo Pilz Vieira e Bráulio de Nazaré. Obtivemos ainda, dois segundos lugares, na 4.ªprova - Single Scull- Junior B - 1.500 metros e na 7ª  prova - 4 sem timoneiro - Junior B - 1500 m, ficando bem próximo dos respectivos primeiros colocados. Na 4a prova remou José Grynfogiel que obteve o tempo de 6’12. Na 7a  disputa, remaram pelo ALVINEGRO, Rodolfo Ernesto Prellwitz Junior. Ricardo Ramos de A. Carvalho, Roberto de Moraes Mendes e Luiz Carlos Guedes Valente
- tempo de 5’45. Colocamo-nos em 3º lugar na 1ª  Regata.
Na 2ª  Regata do Campeonato de Remo, realizada em 9 de abril, melhoramos nossa participação, obtendo três primeiros  lugares, dois segundos e um terceiro. Na primeira prova do dia - 4 com timoneiro - Aspirantes A - 2.000 m - vencemos brilhantemente com esta equipe: 
Timoneiro: Nilton Silva Alones Remadores: Ricardo Pilz Vieira, Samir dos Santos Xavier e Bráulio de Nazaré. Na segunda prova, novo triunfo da ESTRELA, SOLITÁRIA (Prova Extra-Double Scull - Infantis -  500 m) com os remadores: Sergio Fernando de Souza e Carlos Eduardo Borges da Fonseca. Na quarta prova dia disputa, Single Scull - Juniors A - 1.000 metros - repetiu-se a vitória, botafoguense, com o remador Mario Jorge Martins da Cruz Santos. Na oitava prova do Programa (Prova Extra - Single Scull -  SEM VITÓRIA - 2000 metros) alcançamos a segunda colocação com a participação do remador Cid Renan da Silveira Lobão. Na prova seguinte, novo segundo lugar dos botafoguenses, na Double Scull  - Juniors B - 1.500 metros, com o remadores Ricardo Ramos Aragão de Carvalho e José Grynfogiel. No encerramento do programa (Outrigger a oito remos - Juniors B – 1.500m), nossa guarnição: Timoneiro; Willy Pedro Vasconcellos Prellvritz; Remadores Ernesto Prellwitz Junior, Jacques Waldmann, Camilo Simon Espth Pedroso, Oscar José Azeredo Evangelista, Amir Szklo , Roberto Kuster Filho , Roberto de Moraes Mendes e Luiz Carlos Guedes Valente. Obtivemos a 3ª colocação na Contagem  Geral desta Regata. Esclareça-se que conquista de  Provas Extras, não contam ponto para a Regata em disputa e nem para os diversos campeonatos e troféus.
Na cinzenta manhã do domingo dia 7 de maio – realizou-se na Lagoa Rodrigo de Freitas, a 3ª Regata  do Campeonato de 1978. Novamente nossa equipe apresentou-se muito bem. A equipe que tem o comando do treinador Arnaldo Brant Correa, alcançou a vitória em quatro provas do Programa, três segundos lugares e um 5º lugar. É de se ressaltar, o belo desempenho botafoguense em todas as provas nas quais foram inscritas guarnições do alvinegro clube. 
Nosso primeiro triunfo, deu-se na segunda prova (Extra-2 com Timoneiro Nilton Silva  Alonso: Remadores: Ernesto Becker e Celmo Montovani.
Na  quarta prova do Programa -  Prova  Clássica Imprensa Carioca, fizemos  “ponta e dupla", com o belíssimo triunfo de Paulo César Dworakowskí no barco "B" e Sérgio Brasil Sztancsa (2º  lugar) no barco “A”.  Paulo César obteve o tempo de 8’36 e Sérgio Sztancsa, perfez a distância em 8’42.  Na prova seguinte (Extra - Single Scull - Infantis - 500 metros), a primeira colocação ficou com o botafoguense Sérgio Fernandes de Souza. Em quinto lugar, outro remador alvinegro Carlos Eduardo Borges da Fonseca, no barco “B”. Na sétima prova do dia - o 4 sem Timoneiro – Júnior  “B” -  1500 metros  chegamos em 2º  lugar, com os seguintes remadores: Rodolfo Ernesto Prellwitz  Junior, Ricardo Ramos Aragão de Carvalho, Roberto de Moraes Mendes e Luiz Carlos Guedes Valente. O tempo obtido foi de 5'29.  Na 3a prova novo sucesso do "VOVÔ DOS ESPORTES NAUTICOS" - Prova Extra-2 sem Timoneiro-Seniors até 15 pontos - Prova de Velocidade – 500 metros; tempo de 1'45 e os remadores Virgílio Augusto de Andrade e Vicente Paulo Resende. Na décima e ultima prova. (Outrigger a oito - Aspirantes B - 2.000 m) colocou-se o BOTAFOGO em 2º  lugar com o tempo de 7’6. O Timoneiro foi Milton Silva Alonso e os remadores foram: Paulo Cesar Dworakowskí, Gustavo L. de Lima Câmara, Ricardo Pilz Vieira, Fernando Santos Xavier, Samir dos Santos Andrade, Jose Grynfogiel, José Eduardo Dias Almeida e Bráulio de Nazaré.
Todos os vencedores da 3ª  Regata, estão classificados para a disputa da 4ª  Regata  em Campos (RJ), no dia 4 de Junho vindouro. A próxima Regata (5ª) a ser realizada no Rio de Janeiro, será no próximo dia 2 de julho.
Contamos com o incentivo de todos os adeptos da causa botafoguense, para que cada vez mais sejam alcançados os resultados a que faz jus um clube tradicional como é o BOTAFOGO FR.


Acervo particular Angelo Antonio Seraphini

Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 233 de mar/jun de 1978
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Regata realizada na Cidade de Campos em 2/7/78 

O BOTAFOGO se fez reapresentar por intermédio do seu atleta PAUL0 CEZAR DWORAKOWSXI, na prova de single-skiff para a categoria de "Seniors", na 3ª prova do programa, cujo o resultado foi o seguinte: 1º lugar — PAULO CEZAR DWORAKOWSKI — representando a FRERJ; 2º lugar — Ely dos Santos — representante da Liga Náutica de Campos; 3º lugar — Amaro Barros Viana, também da Liga Náutica de Campos. Obs: O tempo de Paulo Cezar foi de 5,20 para o 1.500 m. 

Resultado da Regata Clássica realizada em 30/7/78 (Lagoa) 

1ª PROVA — outrigger a 4 com timoneiro Aspirantes "B" — 2.000 m. 3º lugar — Botafogo de F.R. — com a seguinte guarnição: Timoneiro: Nilton. Silva Alonso. Remadores: Ricardo Pilz Vieira, Samir dos Santos Andrade, Fernando Santos Xavier e Braulio de Nazaré. 

2ª PROVA — extra — double-skiff — Juniores "A" — 500 m. 1º lugar: Botafogo. Remadores: Carlos Eduardo D'Avila Acosta e Mario Jorge Martins da Cruz Santos; 2º lugar: Flamengo; e 3º lugar: Vasco. 

3ª PROVA — outrigger a 2 sem timoneiro — Juniors "B" — 1.500 m. 2º lugar: Botafogo. Remadores: Roberto de Moraes Mendes e Luiz Carlos Guedes Valente. 

4ª PROVA - Single-Skiff — Aspirante "B" — 2.000 m. 1º lugar: Botafogo. Remador: Paulo Cezar Dworakowski; 2º lugar: Flamengo— 3º lugar: Vasco — 4º lugar: Guanabara. 

8ª PROVA — extra — Single-Skiff Seniors — prova de velocidade. 2º lugar: Botafogo. Remador: José Grynfogiel. Obs.: Nesta prova o vencedor foi o C.R. Flamengo, por intermédio do remador Waldemar Trombeta (Senior). O representante do Botafogo é Junior e perdeu por pequena diferença. 

9ª PROVA — Double-Skiff — Seniors 2.000 m. 1º Lugar: Botafogo — Remadores: Sergio Brasil Sztancsa e Paulo Cezar Dworakowski. 

10ª PROVA — Outrigger a oito — seniors — 2.000 m. 2º lugar: Botafogo. Timoneiro: Nilton Silva Alonso. Remadores: Virgílio Augusto de Andrade, Samir dos Santos Andrade, Ricardo Pilz Vieira, Braulio de Nazaré, Mario Franco de Castro Filho, Fernando Santos Xavier, Carlos Cesar Lima Sampaio e Vicente Paulo Rezende. 

Resultado da 7ª Regatas — Realizada em 20/8/78 (Lagoa) 

2ª PROVA — Extra — Double-Skiff — 2.000 m — Remadores sem Vitória 1º lugar: Botafogo — Remadores: Luiz Carlos Guedes Valente e Gustavo Lucena de Lima Câmara. 

3ª PROVA - Outrigger a 2 sem timoneiro — Juniors "A" 1.000 m 3º lugar: Botafogo — Remadores: Marco Aurelio Souza Guterres e Oscar Graça Couto Neto. 

4ª PROVA — Single-Skiff — Juniores "B" 1.500 m. 2º lugar — Botafogo. Remador: José Grynfogiel. 

8ª PROVA — Extra — Outrigger a 4 com timoneiro — Aspirantes "B" --500  m. 2º lugar: Botafogo. Timoneiro: Nilton Silva Alonço. — Remadores: Gustavo Lucena de Lima Câmara, Ricardo Pil Vieira, Fernando Santos Xavier e Braulio de Nazaré. 

9ª PROVA — Double-Skiff — Juniores "A — 1. 000 m 2º lugar: Botafogo — Remadores: Carlos Eduardo D'Avila Acosta e Ma-io Jorge Martins da Cruz Santos.


Resultados das eliminatórias Single-Skiff — Categoria Juniors "B" para escolher o representante do Brasil na Regata Internacio0nal de Lima (Peru)

Participaram desta eliminatória os representantes dos seguintes estados: Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Pernambuco, além dos represutantes do Flamengo e Botafogo. Foram corridas 4 provas seguidas na distância de 500 m, cujos resultados foram os seguintes: 1ª PROVA: 1º lugar: Paraná — 2º lugar: Pernambuco; 3º lugar Botafogo.

2ª PROVA: 1º lugar: Botafogo; 2º lugar: Flamengo; 3º lugar: Paraná; 

3ª PROVA: 1º lugar: Flamengo; 2º lugar: Botafogo.

4ª PROVA: 1º lugar: Botafogo; 2º lugar: Paraná; 3º lugar Flamengo. 

Classificado o atleta do Botafogo JOSÉ GRYNFOGIEL, com dois primeiros lugares.

Acervo particular Luiz Filipe Carneiro de Miranda

Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 234 de julho/setembro de 1978

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Sob nova Direção-vice-Presidente, Sr. Antônio Carlos Azeredo Azevedo e Diretor - Sr. Paulo Cezar Bernardes - o nosso Remo esta em francos preparativos para a temporada, de 1979.
A nova Direção vem desenvolvendo um trabalho de organização que  complementa o excelente trabalho desenvolvido pelo Vice-Presidente Henrique Lucena e o Diretor Antônio Carlos A. Azevedo atual Vice-Presidente.
A Federação de Remo do Rio de  Janeiro, já organizou a tabela das Regatas desta temporada, que foi iniciada no dia 18/3/79.

Eis o Programa das duas primeiras Regatas, para você acompanhar o "Vovô dos Esportes Náuticos" do Rio.

1a Regata - 18/3/79 
1o  Páreo - 4 com - Juvenil “B". Equipe: Timoneiro: Willy Pedro V. Prelliwitz. Remadores: Rodolfo Ernesto Prelliwitz, Ricardo Ramos A. de Carvalho, Eduardo Hollauer e José Domingo Gonzales Y Bouzon. 
2.° Páreo - P. Extra - Single – Skiff - Infantil – 500 mts.  Remador: Carlos Eduardo B. da Fonseca.
3o Páreo - Outriggers a - Dois sem timoneiro - Juniors – 500 mts. Remadores: Marco Aurélio Souza Gutierrez e Oscar Graça Couto Neto. 
4o  Páreo - Single - Skiff - Junior “B"  1.500 mts. Remador: José Grynfogiel.
5º  Páreo -  P. Extra  Double - Skiff - Junior "A" Remadores: sérgio Souza Fernandes e Roberto Thedim Cancella.
6o  Páreo - Outriggers a Quatro Sem timoneiro - Juniors "B" - 1.500 mts. Remadores: Rodolfo Ernesto Prelliwitz Jr., Ricardo Ramos A. de Carvalho, Eduardo Hollaver e José Domingo Gonzalez Y Bouzon.
9o  Páreo - Double – Skiff -  Juniors "B" - 1.500 mts. Remadores: Carlos Eduardo Vanilla Acosta e Mario Cruz Santos.

OBS.: O BFR não participará da 6a  e da 8a  Regata do Programa.

2a  Regata - 22/4/79  
- 1o  Páreo - Aspirantes "A" - 4 Com timoneiro.
- 2o  Páreo - P. Extra. -  Aspirantes  s/Vitória - Dois com
- 3o  Páreo - Juvenil "B" - Dois- Com Timoneiro.
- 4o  Páreo - Juvenil "A" - Single - Skiff.
- 5o  Páreo - P. Extra - Double - Skiff.
- 6o  Páreo - Juvenil "B" - 2 Com Timoneiro
- 7o  Páreo -  Aspirante “B" - 4 sem Timoneiro.
- 8o  Páreo - P. Extra - Seniores - Prova de Velocidade - single - Skiff.
- 9o  Páreo - Juvenil “B" -  Double - Skiff. 
- 10o Páreo - Juvenil "B" - Outriggers a Oito.

FLASHES

- A terceira Regata de 1979, será realizada no dia 27/8/79.
- Todas as Regatas serão realizadas aos domingos, pela manhã, às 9 horas. 
- O local será a já tradicional raia da Lagoa Rodrigo de Freitas.
- A Escolinha de Remo está sendo bastante procurada, devido ao excelente trabalho ali realizado.
- Se você quer ser um As do Remo botafoguense procure-nos em nossa Sede do Sacopã (Lagoa Rodrigo de Freitas).
BOTAFOGUENSE: ACOMPANHE O NOSSO REMO, LEVANDO O SEU INCENTIVO A RAPAZIADA ALVINEGRA.

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini

Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 235 de jan/mar de 1979

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Após a realização da terceira Regata do Campeonato de Júnior do Estado do Rio de Janeiro, o Botafogo continua com uma vantagem de 3 (três) vitórias sobre o nosso tradicional adversário o Flamengo. 

O maior fato desta última regata foi, sem dúvida, a vitória de nosso "ou-trigger a oito" que depois de uma esputa acirrada durante toda o percurso, numa sensacional chegada livrou um barco de luz sobre a guarnição rubro negra, que havia se sagrado campeã brasileira no mês de março.

 Ainda faltando dez provas para o término do Campeonato, a situação é a seguinte: 

1º Botafogo com 3 vitórias, 2 segundos, e 1 terceiro; 2º — Flamengo, com 5 vitórias, 2 segundos e 2 terceiros; 3º — Vasco da Gama, com 2 vitórias, 2segundos e 1 terceiro; 4º — Icaraí, com 1 segundo e 1 quinto. 

A guarnição alvinegra foi formada nesta ocasião pelos seguintes atletas: timoneiro, Willy Pedro Prellwitz; remadores, Carlos Eduardo D'Avila Acosta, Mario Jorge Martins Cruz Santos, Ricardo Ramos Aragão de Carvalho, Eduardo Hollaner, Marco Aurelio Souza Guterres, Rodolfo Ernesto Prellvotz Júnior, Artur Afonso Matos de Oliveira e José Domingo Gonzalez y Bourzon. 

REGATA DE CAMPOS 

Na condição de vencedor da 10ª prova "outrigger a oito" na regata de 29/6, o Botafogo se classificou para a "Regata Clássica de Campos" que se realizou no dia 27/7, naquela cidade. Para alegria de todos nós, a guarnição botafoguense competindo contra um poderoso oito do Clube Alvares Cabral, do Espírito Santo, integrado pelo "4 com", campeão sul-americano de júnior mais o "2 com" campeão brasileiro, venceu de maneira categórica, não deixando dúvidas quanto à superioridade da nossa guarnição. Parabéns aos atletas, ao nosso técnico Oswaldo Brandt Corres, que se encontra, no momento, na Europa, no Campeonato Mundial de Júnior, e ao nosso abnegado e querido BaJtazar que, como técnico interino, levou nossa equipe a esta memorável vitória. 

OBRAS — Nosso Sacopã passou por uma reforma e já estão prontas as novas instalações, salão de ginástica, vestiário, banheiros, copa e cozinha, tudo funcionando para dar maior conforto a nossos atletas. Convidamos, assim, todos os botafoguenses a comparecerem à sede da Lagoa para que possam constatar as melhorias ali realizadas.

ESCOLINHA — A Escola de Remo do Botafogo está a sua disposição no seguinte horário: pela manhã, às 8 horas; e à tarde, às 15 horas. Mensalidade de Cr$ 250,00, e, não sócios, Cr$ 300,00. Informações pelo telefone: 226-9985. 

Acervo particular Roberto Castro Barbosa

Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 236 de agosto de 1979

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CAMPEONATO INÉDITO NO REMO DO BOTAFOGO 

Durante o ano de 1979 grande parte do trabalho desenvolvido em nosso Departamento de Remo foi dedicado à categoria de JUNIOR aproveitando-se do potencial de remadora nesta faixa etária (15 a 18 anos). Isto se mostrou altamente produtivo e satisfatório, pois com uma equipe composta de 23 (vinte e três) remadores, (2 infantis, 17 juniores, 3 aspirantes e 1 senior), conquistamos 32 (trinta e duas vitórias em 49 (quarenta e nove) provas disputadas com um excelente aproveitamento de 65,3%, bem maior que o do ano passado. 

Conquistamos, brilhantemente, o Campeonato de Junior da Cidade da Rio de Janeiro por equipe e também 4 (quatro) campeonatos por barco (single skiff-senior, 4 com junior, single skiff-junior e oito-junior). 

— Fomos vice-campeões de senior com apenas 1 remador. 

— Das 7 (sete) Provas previstas para categoria infantil, vencemos 6 (seis) delas. 

— Nosso atleta Paulo César Duvorakowiski se classificou para o Campeonato Mundial de Senior em Bled-Iugoslávia. 

— Classificamos para o Campeonato Brasileiro de Junior em São Paulo dois barcos (quatro-com e double-skiff). 

EFETIVO DA EQUIPE — PROVAS CORRIDAS 

INFANTIL — 2 remadores — Provas do calendário — 7; Provas corridas — 7; vitórias — 6. 

JUNIOR-B — 13 remadores — Provas do calendário — 16; Provas corridas — 15; 

Vitórias — 11. JUNIOR-A — 4 remadores — Provas die calendário — 6; Provas corridas — 6; Vitórias — 2. 

ASPIRANTE: Sérgio Luiz Duvorakowiskt. SENIOR 

— Paulo Sérgio Davorakiowiskt 

Deve-se destacar ainda a dedicação e eficiência da Comissão Técnica comandada por Arnaldo Brand Corrêa e contando com o apoio de seus auxiliares — Frederico de Carvalho Araujo e Ricardo Vieira Alves. Estes profissionais conhecedores e cônscios de suas atribuições conseguiram uma liderança sobre nossos atletas que os levaram a superar todas as dificuldades e, assim, conseguiram um Campeonato inédito para o nosso Clube pois com 17 (dezessete) remadores vencemos o nosso terrível adversário o CRF campeão há (sete) 7 anos consecutivos. 

Parabéns, portanto, aos nossos atletas e a seus técnicos que levantaram um título que ficará, sem dúvida, em nossa história do remo. Queremos, ainda, agradecer à dedicação de todos os funcionários do Sacopã e do diretor Paulo Cesar Bernardes, e, ainda, à ajuda que nos, prestou, o nosso querido ex-vice Presidente e Benemérito Henrique Lucena. 

E concluiu o vice-presidente de Remo, Antônio Carlos Azeredo de Azevedo; "No Campo da Construção Naval, após a conclusão da obra de nossa carpintaria e com a contratação de mais um carpinteiro naval — o Zezinho — e sempre o comando de nosso Baltazar, construímos 2 (dois) barcos altamente competitivos — 2 sem e 4 sem —, barcos que pela beleza e competividade, nos deixam orgulhosos de termos, em nosso Clube, profissionais como estes, realmente os melhores do Brasil. 

RELAÇÃO DOS NOSSOS ATLETAS — CAMPEÕES JUNIORS: Arthur Afonso Mattos de Oliveira; Carlos Eduardo Acosta; Eduardo Hollauer; José Dominga Gonzalez y Bouzon; José Grynfogiel; Johnny Howard Hossel; Mário Jorge Martins Cruz Santos; Newton Lima Rezende; Ricardo Ramos Aragão de Carvalho; Rodolfo Ernesto Prellwitz Junior; Marco Aurélio Souza Guterrez; Edson Luiz Ramos Salgueiro; Gilberto Hollauer; Marcello Babbo Muciollo; Roberto Thedim Duarte Cancella; Oscar Graça Couto Neto; Willy Pedro Prellwitz. 

INFANTIS — Alexandre Magalhães Serrado — Timoneiro; Carlos Eduardo Borges da Fonseca. 

ASPIRANTE: Sergio Luiz Duvorakowiski

Senior: Paulo Sérgio Duvorakowisk

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini

Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 237 de dezembro de 1979

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